Desnutrição Profética

Por que tantos pastores, mestres e ‘líderes cristãos’ escolhem ignorar, ultrajar, abrandar e interpretar mal 25% da Palavra de Deus, os quais representam as Escrituras proféticas?

Quão bom seria o desempenho do seu carro se você removesse dele uma das suas rodas? Você se sentaria em uma cadeira que estivesse sem uma das pernas?

Essas perguntas podem parecer absurdas, mas cada uma tem algo em comum com a outra. Em cada caso, 25% de alguma coisa importante está faltando. E, em cada cenário, você estaria correndo riscos caso se contentasse com menos do que o todo. Nenhuma pessoa razoável teria disposição para escolher se colocar nessas situações.

Então, por que escolhemos considerar a Bíblia de modo diferente do que consideraríamos o carro e a cadeira? Vou fazer a mesma pergunta de outra maneira, mas com maior relevância: “Por que tantos pastores, mestres e ‘líderes cristãos’ escolhem ignorar, ultrajar, abrandar e interpretar mal 25% da Palavra de Deus, os quais representam as Escrituras proféticas?”.

Aqui estão alguns fatos convincentes a serem considerados, da Encyclopedia of Biblical Prophecy [Enciclopédia de Profecia Bíblica], de J. Barton Payne:

  • Há 1.239 profecias no Antigo Testamento e 578 profecias no Novo Testamento, formando um total de 1.817 profecias.
  • Estas profecias estão escritas em 8.352 versículos da Bíblia.
  • Como há 31.124 versículos na Bíblia, os 8.352 versículos que contêm profecias constituem 26,8% do volume da Bíblia.

Portanto, estou sendo conservador. Na verdade, as profecias são mais de 25% da Palavra de Deus!

Por toda a Bíblia há temas proféticos. Ela é profética no seu começo, em Gênesis 3, quando foi predito o conflito entre o descendente da mulher e a semente da serpente.

E ela é profética até o final do Apocalipse, quando o reino de Cristo é previsto para toda a eternidade. As Escrituras proféticas dominam tanto a Bíblia inteira que é impossível evitá-las, a menos que se mude intencionalmente a caminhada pelas páginas dela, da mesma forma que alguém evita pisar em ranhuras nas calçadas.

Se formos um pouco mais fundo, descobriremos mais coisas para pensarmos. Mais de 1.500 das profecias da Bíblia são dedicadas à Segunda Vinda de Cristo. Para cada profecia no Antigo Testamento sobre a Primeira Vinda de Jesus, há oito sobre a Segunda Vinda dEle.

É aqui que acontece algo incrível. Se a Bíblia faz da profecia uma prioridade, também nós devemos fazer dela uma prioridade. Se uma ênfase do Novo Testamento é a Segunda Vinda de Cristo, também devemos fazer disso uma ênfase. Se os temas proféticos surgem a todo momento por toda a Palavra de Deus, deveríamos ver temas proféticos temperando muitos de nossos sermões e ensinos.

Mas não é isso que fazemos.

Nem sempre é assim, e podemos ver o exemplo de Paulo no caso em questão. Conhecemos Paulo como o perseguidor dos primeiros cristãos que se converteu, e como o agente através do qual o Espírito Santo escreveu a maior parte do Novo Testamento. Somos menos familiarizados com as atividades de Paulo durante suas viagens missionárias, mas é aqui que quero apontar algo importante.

Se uma ênfase do Novo Testamento é a Segunda Vinda de Cristo, também devemos fazer disso uma ênfase.

Diz respeito à igreja em Tessalônica, a qual Paulo visitou em sua segunda viagem missionária. Seu tempo com os tessalonicenses foi curto, como parece sugerir Atos 17.2. Paulo deu sequência à sua visita por meio das cartas a que chamamos de 1 e 2 Tessalonicenses, e é aí que o assunto fica interessante.

Chegou uma notícia a Paulo dizendo que ensinamentos apóstatas haviam sido espalhados na jovem igreja dos tessalonicenses, heresias que conflitavam com as coisas que ele lhes havia ensinado pessoalmente. O capítulo 2 de 2 Tessalonicenses vai direto ao problema, que era relativo à Segunda Vinda de Jesus Cristo. Paulo apresenta uma boa porção de alimento sólido e saudável neste capítulo, mas faz uma pergunta em 2 Tessalonicenses 2.5: “Não se lembram de que, quando eu ainda estava com vocês, costumava lhes falar essas coisas?” (NVI).

É fácil não prestarmos a devida atenção às condições desta situação, mas eis algo importante:

  • A igreja de Tessalônica era nova na fé e em sua organização.
  • Paulo não tinha passado muito tempo com eles, mas usou o pouco que tinha para enfatizar o tema da profecia.
  • Especificamente, Paulo ministrou àqueles cristãos primitivos sobre a Segunda Vinda de Cristo, sobre o Anticristo, sobre o Arrebatamento e sobre a Grande Tribulação.

Está na hora de uma checagem da realidade. Esta era uma igreja jovem, certo? Sim. E os crentes enfrentavam perseguição externa e desacordo interno, exatamente como os crentes hoje em dia, certo? Certo. E a congregação estava tentando ministrar conforme as necessidades dos de dentro e dos de fora da fé, certo? Pode apostar que sim.

Então, o que acontece com esta ênfase nas profecias? Não deveria Paulo ter se concentrado na comunidade cristã, no amor de Jesus, no dízimo com responsabilidade e no que significa de fato cuidar e se importar com as pessoas? Vamos pensar bem, será que ele tinha que falar sobre Escatologia? Não é este um assunto periférico, que não é realmente central à nossa fé? Será que ele não deveria ter enfatizado Jesus, já que, de uma maneira ou de outra, tudo gira mesmo em torno de Jesus?

Talvez seja a igreja da atualidade que precise aprender alguma coisa com a igreja dos dias passados. Nossos pastores, mestres e “líderes cristãos” seriam mais sábios se aprendessem a dica que Paulo nos dá. Já está na hora de reintroduzirmos os 25% da Palavra de Deus divinamente inspirada em nossa dieta regular.

Tenho que ser brutalmente honesto aqui. Fico alarmado com a postura da igreja em geral com relação à Palavra Profética de Deus. Em uma demonstração desprezível de 2 Pedro 3.4, a igreja mediana de hoje duvida e faz pouco das doutrinas que Paulo considerava vitais para a fé de um crente e para a saúde da congregação. (“Eles dirão: O que houve com a promessa da sua vinda? Desde que os antepassados morreram, tudo continua como desde o princípio da criação” – 2 Pedro 3.4.)

Descrita em Apocalipse 3.15-20, a Igreja atual está cega para seu próprio prognóstico. Ela se vacinou contra o recebimento da verdade completa, permitindo que somente uma parcela da verdade tenha algum efeito.

Estou preocupado que tenhamos permitido que o bom se torne inimigo do melhor. Para repetir a expressão que usei anteriormente, é comum ouvirmos: “Mas tudo gira mesmo em torno de Jesus”. Este é um raciocínio padrão que muitos repetem como papagaios quando são confrontados por questões espirituais que desafiam suas preferências pessoais e suas zonas de conforto.

Não vou discutir aqui a essência de tal raciocínio, mas vou oferecer uma perspectiva que alguns que são ligeiros para abraçá-lo não consideraram. Em Apocalipse 19.10, lemos: “O testemunho de Jesus é o espírito de profecia”. Vamos dizer isto de outra maneira: a profecia é projetada para revelar a Pessoa e a Divindade completas de nosso Senhor Jesus.

A profecia é projetada para revelar a Pessoa e a Divindade completas de nosso Senhor Jesus.

Este é um problema para qualquer pessoa que justifique colocar as doutrinas proféticas lá atrás para que, em vez de tratar delas, possa “se concentrar em Jesus”. É problemático para tais pessoas dizerem: “Tudo gira mesmo em torno de Jesus”, porque isto as incrimina.

Elas não conseguem maximizar seu relacionamento com Deus quando se recusam a entendê-lO completamente, da maneira que a revelação inteira da Bíblia pretende que o façam. É como termos um bando de “amigos” no Facebook. Dizer que eles são seus amigos dificilmente significa que você compartilha com eles um relacionamento que verdadeiros laços de amizade exigem.

Vou fechar o círculo aqui e terminar. Os 25% das Escrituras que são proféticos revelam de forma inigualável a Pessoa, os planos e o propósito de Jesus Cristo. Como tal, foram divinamente projetados para serem uma parte vital na dieta espiritual do crente. Qualquer outra escolha resulta na desnutrição espiritual e num relacionamento superficial com nosso Senhor e Salvador.

Assim como Paulo percebeu que o relacionamento de uma pessoa com Jesus vai deixar de lado uma grande parte de sua dimensão significativa se os planos futuros dEle e Seu retorno dramático no final dos tempos forem negligenciados, também nós seremos menos eficientes em relação às Boas Novas da salvação se não proclamarmos 100% do testemunho de Jesus.

(Steve Schmutzer — www.raptureready.com — chamada.com.br)

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O que é batalha espiritual? Estamos realmente em uma guerra?

Alguns parecem acreditar que vir a Cristo os remove da batalha, mas o oposto é verdadeiro. Satanás e o mundo lutam violentamente contra nós externamente, e nossa carne se opõe a nós internamente.

John F. Kennedy foi um oficial naval comissionado durante a Segunda Guerra Mundial. Em agosto de 1943, seu barco de patrulha, o PT 109, foi atacado por um destróier inimigo e afundou perto das Ilhas Salomão, que eram mantidas pelo Japão. Kennedy e um companheiro oficial nadaram de uma ilha ocupada pelo inimigo à outra até que encontraram alguns habitantes amigáveis que os ajudaram a entrar em contato com as forças americanas. Anos mais tarde, Kennedy foi proclamado herói de guerra, mas sua resposta sincera foi: “Foi involuntário. Eles afundaram meu barco”.[1]

Assim é com todos os crentes. Não precisamos nos voluntariar para nos acharmos envolvidos em uma guerra. É involuntário – a guerra chegou até nós. Satanás e o mundo lutam violentamente contra nós externamente, e nossa carne se opõe a nós internamente. Alguns parecem acreditar que vir a Cristo os remove da batalha, mas o oposto é verdadeiro. A batalha de fato começa quando a pessoa se torna cristã. Todo crente em Cristo está no meio de uma guerra invisível. As Escrituras nos lembram: “Suporte comigo os meus sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus” (2Tm 2.3). Como Erwin Lutzer diz: “Estamos em uma guerra. Não podemos pleitear o pacifismo. Não podemos fugir das balas. Não podemos nos esconder das bombas. Não podemos solicitar licença médica”.[2] Há dois lados nesta batalha cósmica das eras. “O inimigo é Satanás, o campo de batalha é a nossa mente, e a questão é a nossa caminhada cristã. Nós não vivemos em um mundo neutro. Existem forças hostis em operação nele, um ser maligno com uma hoste de serviçais que se opõem a Deus e ao homem.”[3]

Winston Churchill certa vez disse que o imperador Guilherme II queria ser Napoleão sem lutar as batalhas de Napoleão. O kaiser queria vitórias sem guerras. Não queremos todos? Especialmente na vida cristã. Mas simplesmente não é possível. Não existem vitórias sem batalhas. Nós não vivemos em um mundo neutro.[4]

A expressão “batalha espiritual” nunca aparece na Bíblia. É um termo teológico prático para descrever o conflito da vida cristã. A batalha espiritual que estamos enfrentando é uma luta épica contra Satanás e seus anjos, contra os principados e as potestades. Ela está sendo travada diariamente onde nós vivemos – em nossos lares, nossos escritórios, nossos casamentos, nossa igreja e no íntimo do nosso coração. Billy Graham descreve a batalha espiritual que é travada.

Vivemos em um perpétuo campo de batalha – a grande Guerra das Eras continua a ser travada. As linhas de combate pressionam cada vez mais fortemente contra o próprio povo de Deus. As guerras entre as nações são meramente brincadeiras com armas de plástico em comparação com a ferocidade da batalha no mundo espiritual invisível. Este conflito espiritual invisível é travado ao nosso redor incessante e persistentemente. Onde o Senhor age, as forças de Satanás atrapalham; onde os anjos realizam as ordens divinas, os diabos se enfurecem. Tudo isso acontece porque os poderes das trevas pressionam seu contra-ataque para retomar o terreno que é mantido para a glória de Deus.[5]

John MacArthur define batalha espiritual como

uma guerra de proporções universais contrapondo Deus e sua verdade contra Satanás e suas mentiras. É uma batalha de vontades entre Deus e Satanás. É um conflito cósmico que envolve Deus e a mais alta criatura que ele fez, e o conflito atinge cada ser humano. Satanás e seu exército de demônios estão lutando contra Cristo, seus santos anjos, a nação de Israel e os crentes. As linhas de batalha estão claramente desenhadas.[6]

A batalha espiritual é uma guerra invisível travada no domínio espiritual, mas alimentada no domínio visível, físico.[7]

Efésios 6.10-20 é o texto clássico do Novo Testamento sobre batalha espiritual. Poderíamos chamá-lo de manual de campo do cristão para a batalha espiritual. A antiga metrópole de Éfeso estava repleta de atividades ocultas. A visita inicial de Paulo ali incitou um encontro com poderes demoníacos no qual o nome de Cristo provou ser supremo (At 19.11-20). Muitos dos crentes em Éfeso estiveram impregnados no ocultismo antes de virem a Cristo.

Em Efésios 5.22–6.9, Paulo se dirige a diversos grupos específicos dentro da igreja (esposas, maridos, filhos, pais e escravos). Em 6.10 ele se dirige a toda a congregação novamente, advertindo-os e a nós sobre a batalha espiritual que todos enfrentamos. É instrutivo que a seção sobre a batalha espiritual siga a seção sobre a família em Efésios. Isso não é um acidente. O ataque de Satanás aos casamentos e à família é real e implacável. Como alguém disse: “Quando você se casar, aí é que a guerra começa”.

Efésios 6 nos conta que o mundo invisível ao nosso redor é tão real quanto o mundo visível, e está cheio de terroristas demoníacos que querem enfraquecer a nossa fé e impedir nosso progresso espiritual. Efésios 6.12 identifica a intensidade e o escopo do conflito: “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (RA). A palavra grega traduzida por “luta” era originalmente usada para os combates que faziam parte dos jogos gregos. A figura desse combate ressalta o imediatismo e a proximidade do conflito, e o esforço e energia exigidos.

A palavra “contra” ocorre cinco vezes em Efésios 6.10-18, iluminando o embate cósmico de forças e a intensidade da luta. O Senhor quer que saibamos contra o que estamos contra. As linhas de batalha estão claramente desenhadas. Deus e seu povo estão de um lado, e Satanás e seus demônios estão no outro.

“Sangue e carne” se referem a pessoas. Isso não está dizendo que não temos lutas contra outras pessoas (no nível humano), mas que nossa luta não é apenas nesse nível. O conflito final na batalha espiritual é travado contra as forças espirituais das trevas que estão operando por trás do que é visto. — Mark Hitchcock

Notes

  1. Citado em Ray C. Stedman, Spiritual Warfare (Grand Rapids, MI: Discovery House, 1999), p. 71.
  2. Erwin W. Lutzer, The Serpent of Paradise (Chicago: Moody Press, 1996), p. 119.
  3. Paul W. Powell, The Great Deceiver: Seeing Satan for What He Is (Nashville, TN: Broadman Press, 1988), p. 9.
  4. Powell, The Great Deceiver, p. 1.
  5. Billy Graham, Angels: God’s Secret Agents, ed. rev. (Dallas: Word Publishing, 1986), p. 59.
  6. John MacArthur, Standing Strong: How to Resist the Enemy of Your Soul, 2ª ed. (Colorado Springs, CO: David C. Cook, 2006), p. 21.
  7. Tony Evans, Victory in Spiritual Warfare (Eugene, OR: Harvest House, 2011), p. 14.
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A direção do olhar

Há dias em que preferimos puxar o cobertor por cima da cabeça – não ver nem ouvir nada! Com que ânimo você enfrenta o seu dia?

O Senhor conduza o coração de vocês ao amor de Deus…”! (2Tessalonicenses 3.5)

Há dias em que preferimos puxar o cobertor por cima da cabeça – não ver nem ouvir nada! Adeus mundo desprezível!

Com que ânimo você enfrenta o seu dia? Talvez haja montanhas de compromissos a cumprir, tarefas impossíveis que causam desgaste implacável. Você acaba sentindo a pressão da sua incapacidade. O desânimo o deprime. O que te causa pavor? Que circunstâncias fazem a sua pulsação disparar? Nunca esqueça: “Aquilo que o impressiona também domina o seu pensamento”. Por favor, não faça parte do grupo de cristãos que carregam seu desânimo como se fosse um mapa em seu rosto e de quem não se consegue receber sequer um sorriso. Você tem direito ao cuidado de Deus por ser seu filho. Você mesmo tem culpa se estiver sofrendo pela falta da graça de Deus e se uma raiz de amargura está se alastrando em seu coração. Isso não deve acontecer. Não importa quais sejam as suas circunstâncias, aqui está uma Palavra de Deus que pretende mudar a direção do seu olhar.

Se nosso coração não estiver direcionado para o amor de Deus, a nossa alma atrofia. Surgem carências perigosas que fazem adoecer corpo, alma e espírito. É de se admirar, então, se abalamos os nervos dos outros com nosso desânimo? Existe algo melhor nesse mundo sem coração do que estar direcionado para o amor de Deus? Quem não se coloca no sol do amor de Deus certamente ficará com crostas de gelo no coração. Que pena!

Quando um filho de Deus perde a ligação interna com o Pai celestial, tudo escurece. No entanto, o coração daquele que sabe que está abrigado no amor de Deus torna-se alegre e agradecido.

Não, você não precisa se curvar amedrontado diante dos temores de sua alma! Esse poderoso Senhor, que recebeu todo o poder no céu e na terra, pode estar ao seu lado e isso deveria despertar júbilo em você.

Por que você ainda fica olhando para as pessoas que estão nas manchetes? Para personagens que impressionam e que são admirados e festejados por milhões de pessoas? Que carregam altos títulos e que estão no topo da escala de popularidade? Na verdade, ter o Deus onipotente como Pai faz com que toda a capacidade de imaginação vá pelos ares. Apesar de todos os fracassos e percalços humanos, quando contamos com o ilimitado amor de Deus maravilhosas oportunidades aparecem. Que tremendo consolo para situações de sofrimento, de aflição e de decepção! Quanta proteção você pode ter quando o medo assola e os obscuros abismos se abrem diante de você! Direcione novamente seu coração para o amor de Deus! Então sua alma ficará calma e descansará na paz de Deus. Você receberá ar renovado sob suas asas cansadas. Então você poderá voar livremente como uma jovem águia, sem pesos de chumbo em seus pés. O Diabo mantém duas coisas em permanente fogo cruzado contra os filhos de Deus:

1. A alegria em saber que o Senhor Jesus voltará;

2. A certeza de que os filhos de Deus alcançarão o alvo eterno por meio da graça divina.

Você observou em que ponto o inimigo deseja pôr dúvidas? Você sente como o Diabo faz o máximo para roubar a esperança da fé e a alegria dos filhos de Deus? Onde fica nossa confiança na magnífica vitória de Jesus? Afinal, nosso relacionamento é com o Cristo ressuscitado, o Senhor! A alegria e a vitória estão do nosso lado! É uma vergonha sermos tão facilmente amedrontados pelo inimigo. Com quanta facilidade ficamos impressionados com os acontecimentos negativos do dia. Quanta coisa nos abalou nos últimos meses: morte, pavor, catástrofes, epidemias, terremotos, terror, luto e gritaria. Os aposentados são espoliados. Combustíveis ficam mais caros. O desemprego aumenta. Jovens não veem futuro. A insegurança é geral!

Ter o Deus onipotente como Pai faz com que toda a capacidade de imaginação vá pelos ares.

Ninguém consegue suportar isso por muito tempo. Isso corrói o coração e os nervos. Na verdade, não há ninguém que console e saiba indicar uma saída para o dilema. Não é de admirar que pessoas se agarrem a qualquer talo de palha. É simplesmente assustador que os detentores de coroa e toga subitamente conseguem alcançar milhões de pessoas, mas mesmo assim não têm resposta para a exorbitante miséria deste mundo.

E nós, os filhos de Deus? Quando finalmente nos ocuparemos novamente do assunto “amor de Deus”? Você também tem o anseio de ser envolvido pelo amor de Deus? Então olhe para o lugar em que esse amor em Jesus Cristo é encontrado. Somente então a sua ligação-padrão para o alto estará corretamente programada.

Deus te ama! Justamente esta é a mensagem que transforma nosso coração e torna toda a amargura e sofrimento em consolo, alegria e gratidão.

Está correto: “A fé é o pássaro que canta mesmo quando a noite ainda está escura” (Rabindranath Tagore). — Manfred Paul

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7 Sinais de uma Sociedade Doente descritas no Salmo 101 

Não é nenhum segredo que ao nosso redor, a sociedade piorou em geral, em comparação com os padrões de Deus de uma sociedade saudável. Não há apenas uma rejeição dos princípios divinos, mas agora vemos uma hostilidade generalizada em relação a eles.

Este é o resultado de que a sociedade está doente. Há sete sinais para sabermos que estamos vivendo em uma sociedade doente.

O que é uma sociedade doente?

Referir-se à sociedade como doente não se refere à fonte dos problemas que vemos como sendo de origem médica. Em vez disso, devemos pensar no termo sociedade doente como relativa de uma sociedade que não é saudável. Espiritualmente falando, é uma sociedade que não reflete os atributos de Deus como se vê no fruto do Espírito encontrado em Gálatas 5:22-23.

Em vez disso, uma sociedade enferma reflete os desejos pecaminosos do homem, como se encontra em Gálatas 5:19-21.

Quais são os sete sinais para saber sobre uma sociedade doente?

Encontramos os sete sinais de uma sociedade doente no Salmo 101. Neste salmo, Davi lista em letras de músicas as coisas que ele fará e não fará para lidar com a misericórdia e o julgamento de Deus (Salmos 101:1). Os sete sinais são os seguintes:

1). Salmos 101:2 – Seguirei o caminho da integridade; quando virás ao meu encontro? Em minha casa viverei de coração íntegro.

O primeiro sinal de uma sociedade doente é a quebra da família. Uma casa sem a influência de Cristo no lar, leva muitas vezes a famílias quebradas e uma geração de crianças sendo criadas sem um pai no lar. Isso acarreta uma série de questões prejudiciais, como pobreza, gestações de menores de idade e outras questões que criam problemas para cada geração e seus filhos.

2). Salmos 101:3 – Repudiarei todo mal. Odeio a conduta dos infiéis; jamais me dominará!

O segundo sinal de uma sociedade doente é aquele que reflete a influência maciça de uma cultura que busca as coisas mundanas que atraem as concupiscências humanísticas à custa da santidade. Isso envolve uma mídia que não só rejeita os valores centrados em Cristo, mas na verdade abraça comportamentos ultrajantes e se burla abertamente de qualquer coisa centrada em Cristo.

As estrelas dos meios de comunicação são mais conhecidas pelos seus mais recentes comportamentos persistentes ou imagens nuas. Tudo a partir da música, entretenimento, estilos de roupas e atividades populares que enchem constantemente os olhos e os ouvidos da juventude e molda sua visão de mundo.

Esta visão de mundo causa divisão e conflitos, ao mesmo tempo em que finge ser inclusiva e tolerante.

3). Salmos 101:4 – Longe estou dos perversos de coração; não quero envolver-me com o mal.

O terceiro sinal de uma sociedade doente é aquele que reflete um coração perverso. As pessoas nunca estão satisfeitas ou grata pelo que elas têm, mas sofrem emocionalmente com o foco delas no que elas não têm.

Aqueles que trabalham duro, seguem as regras ese tornam bem-sucedidas são caluniados como tendo obtido seu sucesso à custa dos outros. O perverso usa isso como uma desculpa para exercer e apoiar a perversidade.

4). Salmos 101:5 – Farei calar ao que difama o próximo às ocultas. Não vou tolerar o homem de olhos arrogantes e de coração orgulhoso.

O quarto sinal de uma sociedade enferma é aquele que é sem piedade, implacável, egocêntrico e orgulhoso.

As pessoas desta sociedade acreditam que são superiores aos outros e as opiniões dos outros são ofensivas. Eles exigem rapidamente a ruína da vida de outras pessoas e julgam seus motivos e a diferença de opiniões como inaceitáveis.

Eles acreditam que estão sendo ofendidos ou a expressão de opiniões contrárias à sua própria razão de caluniar e até mesmo atacar fisicamente aqueles que julgam estar errado.

5). Salmos 101:6 – Meus olhos aprovam os fiéis da terra, e eles habitarão comigo. Somente quem tem vida íntegra me servirá.

O quinto sinal de uma sociedade doente é aquele que é divisivo e infiel. Os povos desta sociedade minimizam ativamente aqueles que professam abertamente Cristo e representam valores tradicionais bíblicos.

Os cristãos são rotulados como cheios de ódio e devem ser moldados para aceitar valores ímpios. Se a pessoa fiel se recusar a se envolver em suas atividades ímpias, elas são processadas e forçadas a cumprir leis perversas e contrárias a Palavra de Deus.

6). Salmos 101:7 – Quem pratica a fraude não habitará no meu santuário; o mentiroso não permanecerá na minha presença.

O sexto sinal de uma sociedade doente é aquele que abraça o engano e fica tão aceitável utilizando como motivo para isso a cultura.

Não há preto e branco. O certo e o errado baseia-se na situação e na crença de que cada pessoa pode fazer o que eles acreditam estar certo em seus próprios olhos. Qualquer um que se atreva a desafiar isso é rotulado como sendo julgador e intolerante.

7). Salmos 101:8 – Cada manhã fiz calar todos os ímpios desta terra; eliminei todos os malfeitores da cidade do Senhor.

O sétimo sinal de uma sociedade doente é aquele que não tem tolerância para que os valores centrados em Cristo sejam utilizados como base para a sociedade ou o governo.

Em vez disso, eles trabalham para erradicar os princípios que lhes deram a liberdade de viver de acordo com os ditames de sua consciência. A justiça é sacrificada por ilegalidade baseada em sentimentos, opinião pública e correção política.

A maldade é tolerada e até promovida como sendo a definição de tolerância.

O que a Palavra de Deus diz sobre como o Seu povo deve abordar uma sociedade doente?

A resposta também é vista em cada um desses versículos como coisas que David afirma que ele fará da seguinte maneira:

– Primeiro, ele se comportará com sabedoria de maneira perfeita (Salmos 101: 2).
– Segundo, ele não colocará nenhuma coisa perversa diante de seus olhos ou se envolverá em atividades que abraçam a maldade (Salmos 101: 3).
– Em terceiro lugar, ele trabalhará duro e agradecerá o que Deus lhe deu e evitar a negatividade e o descontentamento (Salmos 101: 4).
– Em quarto lugar, ele não se tornará orgulhoso e egocêntrico (Salmos 101: 5).
– Em quinto lugar, ele viverá sua vida de uma maneira que traz honra a Deus e fique de acordo com sua fé em todos os assuntos (Salmos 101: 6).
– Sexto, ele defenderá os princípios do certo e do errado de acordo com a Palavra de Deus (Salmos 101: 7).
– Sétimo, e, finalmente, ele fará todo o possível para garantir que a maldade não possa prevalecer nem perverter a justiça (Salmos 101: 8).

Resumo

A sociedade piorou em geral, em comparação com os padrões de Deus de uma sociedade saudável. Há sete sinais para sabermos que estamos vivendo em uma sociedade doente. No entanto, concentrar-se na Palavra de Deus e viver um estilo de vida centrado em Cristo agrada a Deus e influenciará positivamente outros para fazer o mesmo.

Fonte: What Christians Want to Know

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Um Pioneiro do Arrebatamento Pré-Tribulacionista

James H. Brookes merece uma posição nobre nas memórias daqueles que hoje, como ele, buscam honrar a verdade bíblica.

Muitos hoje ficam surpresos por verificar que a maioria dos defensores do pré-milenismo pré-tribulacionista dispensacional antes da Primeira Guerra Mundial pertencia aos círculos presbiterianos. James Hall Brookes (1830-1897), um ministro presbiteriano muito conhecido em seus dias, é considerado o pai do pré-tribulacionismo e do dispensacionalismo americanos. Brookes foi um dos primeiros a ensinar o Arrebatamento pré-Tribulação e as verdades dispensacionalistas que o acompanham, na América pós Guerra Civil. O ministério dele foi caracterizado pela dedicação a uma exposição bíblica versículo por versículo das Escrituras e por uma asserção e defesa firmes da inspiração completa e infalível da Escritura Sagrada. Ele foi um pastor muito amado, que demonstrava grande integridade pessoal e espiritualidade, e que exerceu muita influência nacional tanto dentro da denominação quanto por todo o âmbito evangélico.[1]

Vida Pregressa

Brookes nasceu no dia 27 de fevereiro de 1830, em Pulaski, no estado americano do Tennessee. Seu pai, um ministro presbiteriano, morreu de cólera em junho de 1833, deixando a família e James em uma situação financeira de pobreza. Ambos os avós de James eram também ministros presbiterianos. Brookes aparentemente tornou-se crente em Cristo com a idade de oito anos e também começou a se sustentar nessa mesma ocasião. Quando Brookes tinha 14 anos, foi-lhe oferecida uma designação na Academia Militar de West Point, mas ele não a aceitou porque, em vez disso, desejava se preparar para o ministério. A maior parte da educação formal de James até aos 14 anos foi ministrada por sua mãe, que era bem educada e capaz de oferecer uma excelente instrução escolar. Aos 16 anos, James se tornou professor em Pulaski, Tennessee, e economizou tanto dinheiro quanto lhe foi possível a fim de poder pagar seus estudos na faculdade.

James acabou começando sua carreira na faculdade com 20 anos e entrou na Universidade de Miami em Oxford, no estado americano de Ohio. Ele foi colocado em turma mais adiantada por causa de suas habilidades acadêmicas e de seu treinamento anterior. Durante seu último ano no curso de graduação, Brookes assumiu estudos adicionais no Seminário Presbiteriano Union de Oxford, Ohio, a fim de se equipar melhor para conseguir fazer seu treinamento ministerial em Princeton. Brookes se formou na Universidade de Miami em 1853 e entrou para o Seminário Teológico de Princeton em Nova Jérsei no mesmo ano. Ele não somente recebeu o diploma de graduação na Universidade de Miami, mas foi lá que encontrou sua esposa, Susan Oliver, filha de um proeminente médico. Diz-se que Susan era excepcionalmente bonita e bem educada, e que seria uma ótima esposa de pastor. Eles se casaram no dia 2 de maio de 1854, em Dayton, Ohio, onde Brookes se tornou pastor da Primeira Igreja Presbiteriana. James terminou seus estudos de pós-graduação no Seminário de Princeton, que naquela época era considerado o melhor e mais conservador seminário nos Estados Unidos. Em 1854, foi ordenado pelo seminário por conta de seus estudos de pós-graduação.

Vida Pastoral

De 1854 a 1858, Brookes pastoreou sua primeira igreja em Dayton. A seguir, ele foi chamado para pastorear a Segunda Igreja Presbiteriana, em Saint Louis, estado americano do Missouri. Em Missouri ele permaneceu até sua morte, em 1897. Quando a Guerra Civil irrompeu, no início dos anos 1860, uma série de acontecimentos levou Brookes a renunciar a seu cargo na igreja. Exatamente no dia seguinte, ele foi chamado a uma nova igreja e aceitou o chamado da Igreja Presbiteriana nas ruas Décima Sexta com Walnut, que foi onde ele serviu como pastor até sua morte. (Essa igreja mais tarde mudou e se tornou a Igreja Presbiteriana nas avenidas Washington e Campton.) A nova Igreja Presbiteriana cresceu rapidamente e passou a ser a maior e mais influente igreja em Saint Louis.

A pregação de Brookes era extremamente popular onde quer que ele falasse. Ele foi um pioneiro em seus dias, com sua ênfase na exposição da Bíblia em inglês em uma época que a maioria apresentava tratados teológicos nos púlpitos. Um dos autores que escreveu sua biografia observou que ele manteve essas visões mesmo enquanto estava no Seminário.

Ele também afirmava que os seminários teológicos não davam o devido valor à Bíblia em inglês. Ele, o defensor da Bíblia em inglês, sempre falava e não poupava esforços quando discutia sobre esse ponto. Ele disse que a média dos formandos do seminário “sabia demais sobre a Bíblia, mas não o suficiente da Bíblia”.[2]

Embora não negligenciasse o importante papel do grego e do hebraico para o expositor bíblico, Brookes proporcionou um grande legado que foi seguido, nos últimos 150 anos, pelos excelentes professores que ministravam versículo por versículo. Esta ênfase na Bíblia em inglês estava no coração dos fundadores do primeiro Departamento de Exposição Bíblica do Seminário Teológico de Dallas.

Ministério e Influência

É inquestionável que, durante a última terça parte do Século XIX, Brookes foi o mais famoso e influente ministro presbiteriano da América. Ele começou seu ministério literário nos anos 1860 e produziu no mínimo 26 livros que foram publicados e cerca de 200 porções bíblicas. No início dos anos 1870, ele publicou Maranata, uma obra abrangente sobre escatologia que foi um dos trabalhos mais populares que ensinava o Arrebatamento pré-Tribulação. Outros livros sobre profecia incluíram: Israel and the Church [Israel e a Igreja], Bible Reading on the Second Coming [Leitura Bíblica Sobre a Segunda Vinda] e Till He Come [Até que Ele Venha], título que mais tarde foi trocado por I Am Coming [Eu Estou Chegando]. Brookes defendeu valorosamente a inspiração completa das Escrituras numa época em que as visões liberal e crítica da Bíblia estavam entrando na Igreja Presbiteriana e em outras denominações americanas. Foi quando ele escreveu God Spake All These Words [Deus Falou Todas Estas Palavras].


Universidade bíblica Brookes, localizada em Saint Louis, Missouri, Eua.

Em 1875, Brookes começou um periódico mensal denominado The Truth or Testimony for Christ [A Verdade ou Testemunho por Cristo], que finalmente chegou a ter uma circulação de mais de 40.000 exemplares. Ele continuou a servir como editor até a sua morte, e através dessa publicação ele estimulava os cristãos no evangelismo, e no estudo das profecias. Depois de sua morte, o periódico fundiu-se com The Watchword [Palavra de Ordem], que mais tarde ficou conhecido como The Watchword and Truth [Palavra de Ordem e Verdade].

Durante todos os anos do ministério de Brookes, ele foi um participante ativo em eventos denominacionais e interdenominacionais. James foi eleito moderador da assembleia geral múltiplas vezes. Este era o ofício mais importante dentro de sua denominação na América. Foi um palestrante muito conhecido em conferências bíblicas, em encontros da YMCA, e em conferências sobre profecias. Em 1875, James foi um dos fundadores e presidente de uma conferência anual que finalmente se tornou conhecida como a Conferência Bíblica de Niágara. Esse evento anual em Niagara-on-the-Lake, em Ontário, Canadá, tornou-se a principal conferência para estudiosos da Bíblia nos últimos anos do Século XIX. Durante sua existência, a conferência era interdenominacional e pré-milenista. Ela era incondicionalmente pré-tribulacionista em perspectiva até que a controvérsia entre pré-tribulação e pós-tribulação passou a ser pública depois da morte de Brookes. A controvérsia doutrinária, as incertezas quanto à localização e a morte de Brookes levaram ao seu declínio e, em 1900, foi realizada a última conferência. O Instituto Bíblico Brookes, em Saint Louis, recebeu o nome em homenagem ao Dr. Brookes e é hoje denominado Brookes Bible College [Faculdade de Teologia Brookes]. Por todos os seus anos, Brookes foi um líder indiscutível e, através de seus esforços, o pré-milenismo e o dispensacionalismo foram amplamente disseminados para além das barreiras denominacionais dentro do Protestantismo conservador.

Influência da Profecia Bíblica

Brookes foi um dos mais proeminentes e fervorosos estudantes de profecia de seu tempo. Em um artigo de 1896 no The Truth chamado “Como Tornei-me Pré-Milenista”, Brookes afirmou que ele chegou à sua escatologia pré-milenista através de suas próprias leituras e estudos de Apocalipse e Daniel, depois de ter entrado para o pastorado e depois de ter negligenciado as profecias por muitos anos. Esse estudo independente, juntamente com alguma influência dos Plymouth Brethren [Irmãos de Plymouth] nos anos depois da Guerra Civil, lhe proporcionaram o pano de fundo histórico para suas convicções. Ele hospedou o líder dos British Brethren [Irmãos Britânicos], John Nelson Darby, em sua igreja em múltiplas ocasiões, mas Brookes negava ser receptor direto da escatologia dos Brethren, embora reconhecesse ter um apreço pelo entusiasmo escatológico deles. Logo em 1871, Brookes já estava publicando e ensinando visões semelhantes ao dispensacionalismo. Em 1874, seu sistema estava bem desenvolvido e foi Brookes quem apresentou C.I. Scofield, logo depois da conversão deste, aos ensinamentos do pré-milenismo dispensacionalista. Seria através de Scofield e de sua Bíblia de Estudos que Brookes teria sua influência mais duradoura.

Brookes era versado nas opções escatológicas dentro do pré-milenismo e discutia tanto contra uma teoria do Arrebatamento parcial quanto contra o pós-tribulacionismo. Ele se recusava a estabelecer datas para o Arrebatamento e se apegou a uma forte doutrina do retorno do Senhor e da iminência desse retorno:

Quão emocionante é o pensamento de que o primeiro desses sensacionais acontecimentos, a saber, a vinda de Cristo para os santos, possa ocorrer a qualquer momento.[3]

Ele era muito consciente da acusação feita por críticos mal informados de que os dispensacionalistas afirmavam haver mais de um caminho para a salvação, e refutava isto veementemente em seus escritos:

É desnecessário lembrar qualquer leitor comum das Sagradas Escrituras de que, desde os versículos de abertura de Gênesis até Malaquias, o Espírito é posto à vista na criação, providência e redenção, e que todos os que são salvos foram vivificados através de seu divino poder e graça, como o são agora.[4]

Um estudioso escreveu em uma tese de doutorado:

James Brookes causou um tremendo impacto sobre a cena religiosa americana. Ele teve um papel crucial no desenvolvimento e divulgação do pré-milenismo dispensacionalista americano e, assim, sobre o Fundamentalismo americano. Por meio de seus escritos, sua liderança na Conferência Bíblica de Niágara e seus relacionamentos pessoais, ele afetou toda uma geração de líderes pré-milenistas. Seu impacto é difícil de ser superestimado. A despeito dessa importância, ele permanece relativamente negligenciado.[5]

Brookes tinha uma versão altamente desenvolvida da teologia dispensacionalista, a qual ele promoveu e divulgou por toda a América do Norte através de suas pregações, seus escritos e sua influência como Presidente da Conferência Bíblica de Niágara. Ele também estabeleceu um padrão para a teologia evangélica como resultado da declaração doutrinária de Niágara que escreveu. James seguiu vigorosamente a Cristo ao edificar sua teologia com base na Bíblia e na Bíblia somente. “James H. Brookes merece uma posição nobre nas memórias daqueles que hoje, como ele, buscam honrar a verdade bíblica”.[6] Brookes é um valioso pai do movimento de exposição bíblica, do pré-milenismo futurista, do dispensacionalismo, e do Arrebatamento pré-tribulacionista. É triste ver uma ênfase tão saudável em tamanho declínio em nossos dias, até mesmo entre as igrejas, denominações e associações que certa vez já prosperaram quando seguiam a liderança dele. Maranata! (Thomas Ice — Pre-Trib Perspectives)

Notas:

  1. Baseei-me grandemente em um artigo de Timothy Demy, “James Hall Brookes” http://www.pre-trib.org/data/pdf/Demy-JamesHallBookes.pdf.
  2. David Riddle Williams, James H. Brookes: A Memoir [James H. Brookes: Uma Memória] (St. Louis: Presbyterian Board of Publication, 1897), pp. 58 59.
  3. James H. Brookes, Maranatha: or The Lord Cometh [Maranata: ou Vem Senhor], 10th edition (New York: Fleming H. Revell Company, 1889), p. 540.
  4. James H. Brookes, Israel and the Church: The Terms Distinguished as Found in the Word of God [Israel e a Igreja: Os Termos Distintos Como São Encontrados na Palavra de Deus] (Chicago: The Bible Institute Colportage Association, 188?), p. 38.
  5. Carl E. Sanders II, “The Premillennial Faith of James Hall Brookes” [A Fé Pré-Milenista de James H. Brookes] (PhD dissertation, Dallas Theological Seminary, 1995), p. 202.
  6. Larry Dean Pettegrew, “The Historical and Theological Contributions of the Niagara Bible Conference to American Fundamentalism” [As Contribuições Históricas e Teológicas da Conferência Bíblica de Niagara para o Fundamentalismo Americano] (ThD dissertation, Dallas Theological Seminary, 1976), p. 161.
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Ai! 

Quem quiser produzir frutos em sua vida não consegue se escapar da poda. O viticultor avalia cada ramo. Se ele estiver ligado à videira, ele a limpa.

Todo ramo… que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda” (João 15.2).

É algo impressionante andar entre as árvores coloridas do pomar num dia ensolarado de outono. O Criador permitiu o crescimento de uma grande variedade de frutas para nosso prazer. No entanto, após a colheita, chega o agricultor e poda os galhos. Vemos então as árvores desgalhadas e os parreirais com aspecto de que foram maltratados. E isso que há pouco eles produziram tanto, a ponto de quase suspirar sob o peso dos frutos em seus galhos. É algo incompreensível para um leigo!

Quem quiser produzir frutos em sua vida não consegue se escapar da poda. Não deveria ser motivo de estranhar se o Viticultor considera sua vida tão valiosa que aplica a tesoura para podar, para que produza ainda mais frutos. Pergunta-se, porém, se também os galhos produtivos mais úteis precisam ser podados?

O viticultor avalia cada ramo. Cada um. Sem exceção. Se ele estiver ligado à videira, ele a limpa. Nessa vida, a promessa de limpeza por meio de uma intervenção dolorosa é feita para os bons e não para os maus. O resultado dos recursos dolorosos é mais do que compensador. Se desejarmos produzir frutos para o Senhor Jesus, podemos estar tranquilos de que a mão amorosa e suave do nosso Viticultor celestial fará exatamente aquilo que for da amorosa vontade dele.

Não atente para os sussurros do inimigo dizendo que a mão do Viticultor seja muito brutal ao cortar. O olhar do Pai examina os galhos produtivos e ele aplica a eles a sua honra para que, ao final, somente ele seja glorificado. O Pai celestial é glorificado com mais frutos, e frutos permanentes! Aquele que em sua vida nunca sentiu a mão limpadora do Viticultor e que só espera dias bons e prazer precisa verificar em que tipo de ramo ele está enxertado.

De que maneira, porém, podemos produzir frutos? O segredo é a ideia: “Permaneçam em mim”. Quando iniciei minha vida cristã, muitas vezes eu cometia o erro de me preocupar com a qualidade do fruto ao invés de me concentrar na ligação íntima com a videira. Tentei muitas vezes viver de maneira agradável a Deus por meio de esforços carnais. Eu mesmo determinava o que seria um fruto bom. No entanto, eu sempre me desesperava com minha instável firmeza espiritual. O irmão Werner Heukelbach, que sofria de dolorosa Angina pectoris, certa vez orou de modo comovente: “Senhor Jesus, corte, corte mais fundo, separe aquilo que não te agrada”. Um irmão que o acompanhava disse em seguida que, ao ouvir essas palavras, ele sentiu como se uma ducha gelada escorresse em suas costas. E quanto o Senhor cortou! Quantas bênçãos resultaram desse ramo!

Você, no entanto, não precisa orar dessa maneira, pois o seu Pai celestial sabe muito bem o que pode exigir de você. A estrofe do cântico a seguir mostra o significado de viver em íntima ligação com a videira: “Olhe somente para Jesus, veja unicamente a sua face e as coisas do mundo obscurecerão e ficarão pequenas à luz da sua glória”. Assim, entregue a avaliação da sua situação confiadamente ao seu Pai celestial. Ele sabe das suas aptidões, sejam quais forem. O consolo contido nessa promessa de produzir frutos é tão grande que pode ser comparado à riqueza, saúde e honra.

Para Deus, um coração humilde é mais valioso do que ouro e prata.

Esteja tranquilo, pois seu Pai celestial também sabe das suas noites sofridas e de insônia. Ele sabe de suas lágrimas secretas. Ele conhece também os limites da sua capacidade de suportar cargas. Ele nunca colocará uma responsabilidade maior do que você consegue suportar. Em suas situações de sofrimento, ele tornará em realidade as suas palavras: “Minha graça é suficiente a você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Coríntios 12.9).

Quando não conseguimos superar determinadas coisas, precisamos nos submeter a elas. O potencial da força da graça de Deus está à sua disposição. Para Deus, um coração humilde é mais valioso do que ouro e prata. E é nessa força de Deus que encontramos a vitória! — Manfred Paul

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Islã Significa Submissão

O que leva muçulmanos a morrerem em nome de Alá, explodindo a si mesmos e a outras pessoas? Por que os muçulmanos têm o direito de construir livremente quantas mesquitas quiserem em países democráticos, enquanto os cristãos e judeus não podem edificar igrejas ou sinagogas em países muçulmanos? Existem mais de 200 passagens do Corão conclamando os muçulmanos à luta contra cristãos, judeus e não-cristãos. A palavra islã significa submissão a Alá, submissão à sua vontade. Abaixo apresentamos algumas das passagens do Corão que ajudarão a encontrar respostas para as perguntas citadas:

“E matai-os onde quer que os encontreis. E expulsai-os… matai-os(cristãos e judeus). Tal é o castigo dos descrentes” (Sura 2.191).

“…Não tomeis amigos entre eles até que emigrem para Deus. Se virarem as costas e se afastarem, capturai-os e matai-os onde quer que os acheis. E não tomeis nenhum deles por confidente ou aliado… capturai-os e matai-os onde quer que os encontreis, porque sobre eles vos concedemos poder absoluto” (Sura 4.89,91).

“Mas quando os meses sagrados tiverem transcorrido, matai os idólatras onde quer que os encontreis, e capturai-os e cercai-os e usai de emboscadas contra eles” (Sura 9.5).

O Corão obriga todo muçulmano a converter os cristãos e judeus ao islamismo ou a exterminá-los.

“Os judeus dizem: ‘Ezra é filho de Deus’. E os cristãos dizem: ‘O Messias é o filho de Deus’. Essas são suas asserções. Erram como erravam os descrentes antes deles. Que Deus os combata!” (Sura 9.30).

“Devereis combatê-lo (o povo não-muçulmano, os judeus e cristãos) até que se submeta ao islã” (Sura 48.16).

” vós que credes, combatei os descrentes que estão próximos de vós. E que sintam dureza em vós! E sabei que Deus está com os piedosos” (Sura 9.123).

“Os que descrêem e desviam os outros do caminho de Deus e depois morrem na descrença, Deus nunca lhes perdoará. Não fraquejeis e não faleis de paz quando fordes os vencedores. Pois Deus está convosco e observa o que fazeis” (Sura 47.34-35).

Citações: “O Alcorão”, publicado pela “Associação Cultural Internacional Gibran”, tradução de Mansour Challita.

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Seminário pró-vida sobre identidade de gênero no Rio de Janeiro

Com o título “Gênero: aspectos educacionais, históricos e jurídicos,” na próxima segunda-feira (12), acontecerá no Rio de Janeiro o Seminário “Gênero: Aspectos Educacionais, Históricos e Jurídicos.”


O evento pretende debater questões como “diversidade de gênero,” “identidade de gênero” ou “ideologia de gênero.”

Entre os preletores confirmados para o seminário estão o presidente da Rede Nacional de Direito e Defesa da Família, professor Felipe Nery; o juiz Dr. Daniel Serpentino e a psicóloga especialista em Direitos Humanos, Marisa Lobo. Moderador e organizador: Dr. Zenóbio Fonseca.

“O evento é de extrema importância, a considerar também pelo local onde ele vai ser realizado (Tribunal Regional do Trabalho – RJ). Isto mostra que estamos conquistando espaço!” afirmou Marisa.

“Nós vamos discutir a problemática mesmo acerca do assunto e essa diversidade de gênero, ensinada nas escolas, promovendo o que nós chamamos de disforia de gênero, que é contido no Código Nacional de Doenças ‘CID 10’ e todos os compêndios de psiquiatria. É o caso de crianças que não se sentem pertencentes ao sexo de origem, de nascimento,” acrescentou.

Segundo Marisa, questões como “Até que ponto isso é importante no desenvolvimento infantil?” e “Até que ponto isso não causa danos emocionais e psicológicos irreparáveis?” farão parte dos painéis de debate.

“Nós sabemos até que o fator social influencia e não questionamos isso, também sabemos que cada cultura tem o seu jeito, a sua maneira de pensar e agir, mas nenhuma cultura, em nenhum momento da história da humanidade teve a intenção de conflitar a sexualidade e o gênero de uma criança e essa imposição cultural da ‘diversidade de gênero’ faz isso,” alertou.

O evento está programado para se realizar das 9h às 17h, no Auditório da Escola Judicial do TRT, no Rio de Janeiro (RJ) e tem entrada livre.

Agenda:
Seminário “Gênero: Aspectos Educacionais, Históricos e Jurídicos”
Data: 12 de junho
Horário: 9h às 17h
Local: Auditório da Escola Judicial do TRT
Endereço: Avenida Presidente Antônio Carlos, 251, quarto andar (auditório) – Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Entrada Livre

Com informações do portal Guiame.

Fonte: www.juliosevero.com

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A Cidade Velha de Jerusalém

Jerusalém é muito mais do que sua área conhecida como Cidade Velha. Mas sem a Cidade Velha murada em seu epicentro, não existiria nenhuma Jerusalém.

Embora eu esteja morando em Jerusalém há quase 17 anos, às vezes ainda acho que ela é desconcertante.

As pessoas que não moram aqui provavelmente pensam primeiro na Cidade Velha e seus muros de pedra. Os muros não são antigos segundo os padrões de Jerusalém, pois têm um pouco menos de 500 anos. A maior parte dos muros antigos, dos tempos bíblicos, já não existe. Os conquistadores se sucederam, os muros foram destruídos, reconstruídos, e estendidos ao longo dos séculos.

Hoje Jerusalém é muito mais do que a Cidade Velha – embora seja verdade que, sem a Cidade Velha murada em seu epicentro, não exista nenhuma Jerusalém.

Os sábios judeus falavam de Yerushalayim shel malah, ou a Jerusalém espiritual, celestial, e de Yerushalayim shel mata, a Jerusalém terrena, pedregosa, do dia-a-dia.

Quem Vive em Jerusalém?

Israel lutou sua Guerra da Independência em 1948. Quando a guerra terminou, não havia fronteiras nem paz, apenas as linhas do armistício de 1949, às quais muitíssimos diplomatas e pessoas da mídia se referem, tendenciosamente, como “as fronteiras de 1967”.

Incrustada nas cadeias de montanhas de Judéia e Samaria (a Margem Ocidental), Jerusalém foi uma cidade dividida entre 1949 e 1967. A Jordânia ficou com a Margem Ocidental, a Cidade Velha e seus lugares sagrados, além de grandes partes da Jerusalém Norte, Leste e Sul.

Durante a Guerra dos Seis Dias de 1967, Israel capturou e reunificou Jerusalém, retomando o acesso à Cidade Velha murada.

Dos 830.000 habitantes de Jerusalém, aproximadamente 35.000 residem na Cidade Velha, uma área que compreende pouco mais de 80 hectares. A população da Cidade Velha não reflete o perfil demográfico da cidade em geral. A maior parte dos residentes da Cidade Velha são árabes muçulmanos e árabes cristãos, com alguns armênios e outros.

Segundo estimativas, também vivem ali 6.000 judeus. Durante a ocupação da Jordânia, nenhum judeu poderia se aproximar, quanto mais morar, na Cidade Velha – embora eles tivessem habitado naquele lugar durante séculos.

 

Dos 830.000 habitantes de Jerusalém, aproximadamente 35.000 residem na Cidade Velha, uma área que compreende pouco mais de 80 hectares.

 

 

A maioria dos cristãos que moram permanentemente na Terra Santa é de árabes. Cerca de 10% dos 161.000 cristãos de Israel moram em Jerusalém. Destes, 38% chamam a Cidade Velha de lar.

Em geral, Jerusalém é a maior e mais populosa cidade de Israel, espalhada por mais de 12.500 hectares. Sua composição demográfica é de aproximadamente 62% de judeus, 35% de muçulmanos, e 2% de cristãos.

A população judaica é heterogênea. Cerca de 32% vivem isolados e são fervorosamente ortodoxos (haredi), 21% são ortodoxos modernos (“religiosos nacionais”), e 28% são observantes tradicionais. Os restantes (em torno de 19%) se descrevem como não-religiosos.

A população muçulmana da cidade é quase que inteiramente sunita e tradicional. Quase todos os muçulmanos jejuam durante o mês do Ramadan. A norma atualmente – testemunhamos essa mudança durante a década passada – é que as mulheres cubram seus cabelos.

Perdidos na Cidade Velha

À noite, com seus muros iluminados, a Cidade Velha evoca pensamentos de um reino de contos de fadas, uma Disneylândia do Oriente Médio. Uma maneira mais prosaica de pensar sobre ela é como um vilarejo envolto pela Jerusalém metropolitana.

A despeito de todos os modernos restaurantes, hotéis cinco estrelas, passeios, galerias de arte, casas de adoração e mosaicos de pessoas na moderna Jerusalém, é esta Cidade Velha – carregada de significação política, religiosa e histórica – que os visitantes mais querem ver.

A moderna metrópole onde vivemos – onde o Knesset (Parlamento) se reúne; onde o Yad Vashem rememora os seis milhões de vítimas judaicas do Holocausto; onde o Museu de Israel ostenta nossos tesouros artísticos, arqueológicos e culturais; e onde a maioria dos turistas se hospeda – é uma consequência comparativamente recente da Cidade Velha murada.

Com minha esposa, Lisa, eu gosto de me perder na Cidade Velha durante a semana do Natal, quando o lugar fica lotado de peregrinos, turistas e viajantes de todas as partes do mundo.

Lisa e eu nos dirigimos para a Porta de Jafa (construída pelo sultão otomano Suleimão em 1538). Há 11 portas, mas apenas sete estão abertas. Além da Porta de Jafa, as portas ativas são Sião, do Monturo, dos Leões, de Herodes, de Damasco e a Porta Nova.

Chegamos até a Porta de Jafa, caminhando através do passeio ao ar livre do sofisticado Mamilla Mall, que começa na rua Rei Davi diagonalmente do lado oposto ao do Hotel Waldorf Astoria, novinho em folha, e é espremido entre o luxuoso Mamilla e o hotel Cidadela de Davi.

Nem os hotéis nem os passeios existiam até bem depois de Israel ter recapturado a cidade em 1967. Antes de 1967, a área era uma “terra de ninguém”, onde os franco-atiradores jordanianos abatiam transeuntes.

Se você seguir nosso caminho pelo passeio do Mamilla Mall, poderá sentir-se viajando através do tempo – passando da Jerusalém cosmopolita, do século XXI, com suas lojas e cafés projetados por arquitetos modernos, para os arcos da Porta de Jafa, entrando na cidade murada da Jerusalém Antiga.

A Cidade Velha é dividida em quarteirões: muçulmano, cristão, armênio e judeu. Somente depois de 1967 foi que os judeus puderam voltar e reconstruir suas casas.

Nós rumamos à esquerda da Porta de Jafa, caminhando pelo shuk árabe (mercado aberto), andando ao longo da Via Dolorosa, onde podemos começar a inalar o aroma de grãos de café torrados na hora, que são vendidos em um estande árabe próximo.

Logo subimos uma escadaria que descobrimos alguns anos atrás, que nos leva a um dos terraços da Igreja do Santo Sepulcro. A igreja foi construída no Século IV, originalmente em uma colina do lado de fora dos muros da cidade. Muitos acreditam que a crucificação e a ressurreição aconteceram ali. Contudo, muitos evangélicos acham que o verdadeiro sítio é o Sepulcro no Jardim, que fica do lado de fora da Cidade Velha, mas a uma distância que se pode fazer a pé.

No ano passado, Lisa e eu fomos até a igreja no dia 26 de dezembro. Ficamos atônitos por ver o grande número de muçulmanos visitantes vindos da Indonésia. Embora a Indonésia seja uma nação maciçamente muçulmana, seja o quinto pais mais populoso do mundo, e não tenha nenhum relacionamento diplomático formal com Israel, Jacarta e Jerusalém cooperam discretamente para possibilitar o turismo e a peregrinação. No islamismo, Jesus é considerado um profeta muçulmano.

De acordo com a história sagrada judaica, o afloramento da rocha no coração do Domo da Rocha é o “lugar do sacrifício”, onde Abraão preparou-se para sacrificar seu filho Isaque, no monte Moriá (Gn 22), e onde Jacó sonhou com anjos subindo a escada (Gn 28.12).

Logicamente que os indonésios querem visitar especialmente os sítios sagrados muçulmanos.

Ao caminharmos em volta dos quarteirões cristão e árabe, nos perdemos, como sempre. Para mim esta é a maneira mais animada de fazer novas descobertas. Desta vez, meu pobre senso de direção valeu a pena. Por acaso, topamos com Bab al-Hadid, uma das sete entradas que os muçulmanos podem usar para terem acesso ao monte do Templo e seus santuários sagrados. Corajosamente, nos dirigimos à arcada, apenas para sermos firmemente impedidos pela polícia israelense.

Como não somos muçulmanos, não temos permissão para usar essa porta, respeitando assim a sensibilidade dos muçulmanos. Os não-muçulmanos devem entrar no platô através de um acesso específico – um caminho de madeira que liga a praça do Muro Ocidental com a Porta Mughrabi acima.

Então, notamos um sinal direcional a alguns metros de distância da proibida arcada Bab al-Hadid, apontando para o que é chamado de Ha-Kotel Ha-Katan, ou seja, “Pequeno Muro Ocidental”. Como a versão maior, este muro é parte do muro de retenção exterior que circundava o complexo do Segundo Templo. Ha-Kotel Ha-Katan é parte de um nicho e diz-se que é tremendamente próximo ao lugar em que estava situado o Santo dos Santos.

Sabemos onde ficava localizado o Santo dos Santos. De acordo com a história sagrada judaica, o afloramento da rocha no coração do Domo da Rocha é o “lugar do sacrifício”, onde Abraão preparou-se para sacrificar seu filho Isaque, no monte Moriá (Gn 22), e onde Jacó sonhou com anjos subindo a escada (Gn 28.12). Estudiosos judeus também crêem que foi ali que Deus Se revelou a Moisés na sarça ardente (Êx 3.1-4).

O Santo dos Santos é o lugar no Primeiro Templo onde ficava a Arca da Aliança, que continha os Dez Mandamentos, e onde os sacrifícios do Yom Kippur (Dia da Expiação) continuaram a ser oferecidos durante os tempos do Segundo Templo.

Muitos judeus ortodoxos crêem fervorosamente que é proibido subir ao monte do Templo por receio de caminhar sobre esse solo santíssimo. Rabinos religiosos nacionais têm a tendência de dizer que, como nós sabemos que o Santo dos Santos ficava na pedra do Domo da Rocha, contanto que os visitantes evitem aquele lugar e tomem um banho ritual antes, é permissível, aliás, é realmente digno de louvor subir ao monte.

Todos os judeus observantes concordam ser religiosamente proibido entrar no próprio Domo da Rocha.

Os peregrinos cristãos, que estão preparados para permanecerem em uma longa fila de segurança que leva à Porta Mughrabi, podem prontamente visitar o monte do Templo, exceto durante as épocas das orações dos muçulmanos, no dia santo muçulmano da sexta-feira, durante o Ramadan ou quando há tensão política forte demais, com uma consequente ameaça de motins árabes.

Vivendo Com a História

Quando estávamos no Pequeno Muro Ocidental, fui inundado por pensamentos sobre a história. A primeira capital de Israel, sob o governo do rei Davi, foi Hebrom, na Judéia. Ainda antes disso, durante o tempo dos Juízes, a capital de fato de Israel era Siló, em Samaria, onde a Arca da Aliança descansou pela primeira vez. Em torno do ano 970 a.C., Davi deixou Hebrom e fez de Jerusalém sua capital.

Davi e seu filho Salomão tornaram Jerusalém uma cidade movimentada. Salomão construiu o Primeiro Templo, que foi destruído pelos babilônios no ano 586 a.C. O Segundo Templo, sem a Arca da Aliança para agraciar o Santo dos Santos, é aquele que existiu durante o tempo de Jesus. Ele foi destruído pelos romanos no ano 70 d.C.

Cronologicamente, Jerusalém se tornou sagrada para os judeus primeiro no governo de Davi; depois, aproximadamente 1.000 anos mais tarde, para os cristãos por causa de Jesus; e finalmente, no ano 638 d.C., para os muçulmanos.

Dadas as instruções de segurança, deixamos de subir ao monte do Templo, o qual os muçulmanos chamam de Haram al-Sharif (o Nobre Santuário). Ali teríamos visto o brilhante e dourado Domo da Rocha (construído no ano 691 d.C.); a cinzenta Mesquita al-Aqsa, com seu domo prateado (construída em torno do ano 705 d.C.); e várias outras edificações de grande importância para a civilização islâmica.

Essas edificações foram feitas por califas árabes, que traçaram sua linhagem ao profeta muçulmano Maomé, no final do Século VII, quando os muçulmanos da Arábia capturaram a cidade dos Cruzados Cristãos.

Perder-me e encontrar tanta história me deixa faminto. Então, fomos a um dos muitos restaurantes árabes na Cidade Velha, para comermos um prato de húmus com cobertura de cebola crua e pão sírio recém-saído do forno.

Depois, caminhamos desde o Muro Ocidental, pelo Quarteirão Judeu e pelo Quarteirão Armênio, até nossa loja favorita de artesanato armênio, onde compramos presentes de cerâmica para nossos amigos. A seguir, passamos pela Torre de Davi, que abriga um museu e restos arqueológicos que datam das antigas monarquias de Israel, e seguimos em direção à Porta de Jafa.

O otomano e o britânico foram os últimos impérios a deixar sua marca em Jerusalém. Os otomanos eram turcos muçulmanos, não árabes, que governaram o Oriente Médio de 1299 a 1917. Debaixo da lei otomana, o povo judeu havia se tornado a maioria da população da cidade no ano de 1864. Como a Cidade Velha ficou congestionada, eles começaram a estabelecer núcleos habitacionais fora de seus muros, assim como fizeram os muçulmanos e árabes cristãos.

Na véspera da Primeira Guerra Mundial, os judeus ainda eram maioria. Durante o tempo todo, uma nova cidade, além dos muros da Cidade Velha, estava florescendo. A Rua Jafa tornou-se uma via que ia da Porta de Jafa à estrada que descia de Jerusalém em direção à costa, chegando à cidade portuária de Jafa, a cerca de 64 quilômetros de distância.

Durante a Primeira Guerra Mundial, os britânicos capturaram Jerusalém dos turcos. No dia 11 de dezembro de 1917, o general britânico Edmund Allenby entrou na Cidade Velha a pé através da Porta de Jafa. Apenas um mês antes, a Declaração Balfour da Grã-Bretanha havia prometido que a Palestina seria reconstituída como a terra natal do povo judeu.

Demoraria 31 anos para fazer os britânicos saírem. E mesmo depois que Israel ganhou sua Guerra da Independência em 1948, levaria até 1967 para Jerusalém ser finalmente reunificada e passar ao controle de Israel. (Elliot Jager — Israel My Glory — Chamada.com.br)

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Quando tua alma chora

Afinal, o que é o consolo? Seria o famoso curativo: “Já vai dar certo!”? Certamente que não.

Quando a ansiedade já me dominava no íntimo, o teu consolo trouxe alívio à minha alma” (Salmo 94.19).

Tudo cinzento? Tudo nebuloso? Abatido e depressivo?

Há dias em que a alma não enxerga sequer um brilho de luz. Não é o que acontece? Não importa para onde se olha, o que se vê são rostos oprimidos, pessoas que não conseguem se arranjar com as realidades da vida. Vê-se o sofrimento no mundo, as incontroláveis catástrofes da natureza, crises de fome e terremotos, terror, o sofrimento de pessoas inocentes, morte e terrível pavor. Será que ainda existe algo com o qual uma pessoa possa se alegrar?

Quando Salomão avaliou o curso cotidiano do mundo, ele viu apenas rostos oprimidos. Todavia, o pior para ele foi constatar que ninguém era capaz de reanimar as almas pobres e abatidas. Assim, elas não tinham quem as consolasse (Eclesiastes 4.1). De fato: uma constatação arrasadora.

Afinal, o que é o consolo? Seria o famoso curativo: “Já vai dar certo!”? Certamente que não.

O que de fato acontece conosco quando somos consolados? O contrário do consolo é o desespero. É o amargo reconhecimento que qualquer esforço para modificar a situação difícil seria inútil. Quantas vezes nós como cristãos somos levados aos limites da vida. Sentimos então como uma palavra forte de consolo faria tão bem nesse momento.

Ele, o maravilhoso Senhor, mantém sua mão estendida para que nenhum mal o atinja.

Ah!, como Jó recebeu “curativos” com palavras de consolo bem intencionadas de seus amigos. Jó, sentado em cinzas com suas terríveis dores, reconheceu o sentido vazio das palavras piedosas deles. Com seu coração frustrado, ele deu o grito desesperado: “Pobres consoladores são vocês todos!” (Jó 16.2).

Afinal, o que é o consolo? Creio que podemos explicar com uma ilustração. Quem já praticou alpinismo sabe que, no trajeto final, muitas vezes ocorre um esgotamento inexplicável. Com a cabeça ruborizada, segue-se com esforço e ofegante. A pulsação acelera. Os olhos ardem, a língua prende-se ao céu da boca. Então surge o pensamento: afinal, para que todo esse esforço? Não teria sido melhor aproveitar o teleférico?

Isso me faz lembrar de um experimentado alpinista que sabia consolar maravilhosamente com um simples manejo. A situação: trilha estreita e íngreme repleta de gelo e neve. Então, havia o medo de cair no ameaçador desfiladeiro. No entanto, como fomos consolados quando o líder colocou à disposição os pitões, os ganchos na parede gelada, para que prendêssemos nossas cordas com segurança! Os pitões, que então eram visíveis, nos serviram de consolo. Eles eram nossa sustentação e segurança.

Será que você perdeu de vista os “pitões” que o Senhor mantém preparados para você? Não importa quais sejam as circunstâncias no momento em sua vida, você deve saber: não haverá queda para o desfiladeiro! Não importa como se apresentam as circunstâncias da sua vida, Deus tem pitões salvadores instalados em todo lugar.

Há alguém que sabe consolar você maravilhosamente.

Por que você mesmo assim anda desesperado? Você não tem motivo algum para baixar a guarda.

Ele, o maravilhoso Senhor, mantém sua mão estendida para que nenhum mal o atinja. Por isso, não ande inconsolável! Anime-se. Não permita ser derrotado na luta da vida. Não se assuste se sua alma, por qualquer dor, quer se esconder numa nuvem escura. Talvez você até imagine que não há pessoa alguma nesse mundo que possa lhe compreender e consolar. No entanto, nunca esqueça: há alguém que sabe consolar você maravilhosamente. Ele o toma em seus braços juntamente com todo o fardo que tanto o oprime nesse momento.

Nunca esqueça: os pitões fixados nos paredões rochosos são a vitória de Jesus na cruz do Gólgota. Ele é a segurança eterna que a sua alma necessita. O consolo é a certeza estável que esses pitões resistem eternamente. É esse nome do Jesus Vencedor que você deve falar em alta voz – por sobre toda a escuridão, sobre qualquer obstáculo amedrontador que se opõe. Que Senhor Jesus maravilhoso é esse que nós temos! Não há ninguém igual a ele! — Manfred Paul

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