Fantástico ataca televangelistas

TV Globo usa Zé do Caixão americano para atacar Billy Graham, Pat Robertson e Rex Humbard

Julio Severo
Fiz uma viagem no tempo. Vi um programa antigo do Fantástico, da TV Globo, atacando Billy Graham, Pat Robertson e Rex Humbard. O vídeo, em edição especial do Blog Julio Severo, encontra-se disponível aqui: http://youtu.be/U6Jn_mSi3Fw

 

O que é fascinante é que havia duas situações de ativismo gay no programa, mas a Globo camuflou. A primeira, de uma manifestação gay contra os telepastores conservadores. A segunda, do evangélico progressista pró-homossexualismo escolhido pela Globo para atacar homens que a Globo chamou de telepastores “conservadores”.
O programa Fantástico em questão, transmitido em 12 de novembro de 1978, inicia mostrando como os telepastores estavam mudando o panorama evangélico, que antes era dominado por torres de templos com cruzes, e agora por torres de televisão.
O jornalista do Fantástico reconhece que as igrejas eletrônicas alcançavam, naquela época, milhões de pessoas, mas deixa claro: “Essa igreja eletrônica da comunicação de massa começa a ser combatida por aqueles que acham que a igreja tradicional está ameaçada pelos milhões de dólares que estão sendo canalizados para a igreja eletrônica”.

O Zé do Caixão americano e o ativismo gay não revelado

Como exemplo de oposição, ele entrevista o Rev. William Sloane Coffin (1924-2006), pastor da Igreja Presbiteriana de Riverside em Nova Iorque.
Coffin, palavra cujo significado em inglês é “caixão de defunto”, chama os telepastores de “superastros da televisão”, dizendo que eles pregam o que o povo quer ouvir, em vez do que o povo precisa ouvir. Sua crítica foca principalmente em Billy Graham.
Mas quais eram as credenciais de Coffin para criticar o maior evangelista da era moderna? Soulforce, uma organização homossexual que faz passeatas e pressões contra instituições evangélicas que não aceitam o homossexualismo, diz em sua página de internet que o Rev. William Sloane Coffin era “campeão dos direitos gays”.
O Zé do Caixão americano era um apologeta do ativismo pró-homossexualismo, mas o Fantástico julgou que essa informação não era necessária para o público brasileiro. Revelá-la poderia minar a própria reportagem, pois se tivesse tomado conhecimento de quem era Coffin, o público entenderia que as opiniões hostis dele — e da Globo — não eram motivadas por sinceridade e honestidade, mas por apostasia de Coffin e apoio da Globo à agenda gay adotada por Coffin.
A imprensa secular, liberal e anticristã sempre protege os evangélicos progressistas, porque sabe que pode contar com eles quando quer atacar evangélicos conservadores.
As sementes de Coffin e outros pastores presbiterianos liberais, semeadas em décadas passadas, produziu muitos frutos amargos, inclusive na maior denominação presbiteriana dos EUA, a PCUSA, que hoje ordena pastores gays, apoia o aborto e faz boicote contra Israel.
O primeiro passo para a apostasia dessa grande denominação protestante foi o envolvimento pesado com o Evangelho Social — equivalente da Teologia da Missão Integral no Brasil. Depois disso, tudo foi possível, inclusive ordenar pastores gays.
No Brasil, será diferente? Quem pode garantir que, cedo ou tarde, a Teologia da Missão Integral não produzirá nas igrejas brasileiras os mesmos frutos que o Evangelho Social produziu nas igrejas americanas?

Jesus: um revolucionário progressista?

No Fantástico, Coffin apresenta Jesus como um revolucionário oposto aos governantes, enquanto diz que Graham era um bajulador dos governantes. Interessante essa acusação e ataque contra Graham, pois as versões brasileiras de Coffin (Robinson Cavalcanti, Ricardo Gondim, Paul Freston, que eram membros de carteirinha do PT e colunas e comunas da revista Ultimato) passaram anos bajulando o PT e o socialismo, e Cavalcanti chegou a fundar uma organização, o MEP (Movimento Evangélico Progressista), ocupadíssima nessas duas metas, mas a Globo nunca fez uma única reportagem sobre o descarado ativismo evangélico em prol do esquerdismo.
O fato é que os atuais seguidores evangélicos de Coffin também seguem e bajulam Barack Obama, o evangélico muçulmano progressista gayzista abortista que representa um pacote político em que o eleitor americano vota num evangélico progressista e leva pelo menos cinco grandes potestades demoníacas para casa e sociedade. Obama, o Lula brasileiro amplificado, tem a admiração garantida de evangélicos progressistas.

Ativismo esquerdista é a verdadeira vida da igreja?

Prosseguindo em sua crítica aos telepastores, Coffin diz: “Você pode chamar isso de uma nova igreja se quiser, mas eu devo dizer que talvez essa igreja não tenha em seu interior o nosso Cristo e Salvador… Não acho que essa gente possa ser profundamente cristã”.
Sua visão clara é de superioridade: as igrejas protestantes progressistas pró-homossexualismo são muito melhores do que os televangelistas conservadores.
O pastor presbiteriano observou que um dos fatores que podiam estar ajudando os telepastores era o gelo das igrejas tradicionais. Ele disse: “A igreja eletrônica, da TV, é na realidade uma crítica à falta de atração e lentidão das igrejas protestantes e católicas. Elas são muito paradas. Sua atmosfera é tão fria que a gente pode até patinar no gelo dentro das igrejas. E essa crítica é muito importante para nós”.
O pastor progressista finaliza seu ataque dizendo que os televangelistas fazem sucesso porque as igrejas tradicionais são frias e não têm atividades para transformar suas comunidades. Essas atividades são, como exemplifica o testemunho pessoal de Coffin, envolvimento em projetos esquerdistas radicais, inclusive apoio à agenda gay.
Ele se gaba de que, por estarem muito envolvidos com tais projetos, os membros de sua própria igreja não assistem aos televangelistas. Ele diz que eles riem dos televangelistas.
Ele deixa claro que os cristãos engajados no evangelho social (ou, em termos de equivalência, a Teologia da Missão Integral) não precisam seguir a igreja eletrônica. Ele disse: “Os meus paroquianos, por exemplo, não veem esses evangelistas da televisão. Eles riem deles”.

Críticos e debochadores

Os evangélicos progressistas riem e zombam dos evangélicos conservadores. O império da Globo faz a mesma coisa há décadas.
Deve-se acrescentar que a recente medida da Globo de ter a participação de cantores gospel famosos em determinado programa é exceção e apenas uma estratégia para aumentar sua audiência evangélica e em nada tem mudado sua regra e padrão histórico de apresentar evangélicos conservadores como caricaturas repulsivas, cômicas e mentalmente doentes em todos os seus outros programas, especialmente novelas.
O único tipo de evangélico que a Globo trata o tempo inteiro com respeito e consideração é o evangélico progressista porque, no final das contas, pastores como Coffin têm os mesmos sentimentos ideológicos da elite esquerdista.
Anos atrás, antes de sua estrondosa queda em pecados sexuais e financeiros, Caio Fábio já tinha um programa regular na Globo, e sua imagem era elogiada nas novelas globais — fato inédito no Brasil. Na época, Caio pertencia ao mesmo rótulo presbiteriano de Coffin, sem jamais ser criticado em sua denominação por seu evangelho patentemente progressista. Se não tivesse caído, Caio poderia facilmente vir a substituir o Zé do Caixão americano na necessidade que a Globo tem de instrumentos contra os evangélicos conservadores.
Daí, não se pode dizer que a Globo e outras elites midiáticas são contra os evangélicos. São apenas contra os evangélicos conservadores.
E na guerra cultural, elite esquerdista e evangélico progressista se unem para rir e atacar o inimigo em comum.
A coincidência colossal é que os modernos Coffins anti-televangelistas também riem deles e são promotores ardentes do evangelho social.

A falsa apologética dos evangélicos progressistas

O Brasil tem também seus Coffins. O Genizah e tabloides pseudo-apologéticos de perfil semelhante são ferrenhos críticos e debochadores dos televangelistas. O deboche é dirigido quase que exclusivamente para televangelistas neopentecostais que, de acordo com o PT, são hoje a maior força de impedimento às metas socialistas de promoção do aborto e do homossexualismo na sociedade.
O Genizah e seus clones são também conhecidos por suas posturas marcadamente progressistas. Por isso, até mesmo o Rev. Márcio Retamero, que se diz pastor gay, elogiou publicamente o Genizah em duas cartas publicadas no Genizah. Contudo, para os conservadores, não há elogios. Retamero, que afirma ser pastor da Igreja Presbiteriana da Praia de Botafogo, publicou um artigo intitulado “Carta Aberta a Júlio Severo – Homofóbico e Fundamentalista Religioso”.
O Rev. Coffin era um pastor presbiteriano (ou calvinista, como gosta de se gabar o próprio Genizah) famoso pelas críticas aos telepastores. Mas ele era igualmente conhecido por suas posturas progressistas, inclusive sobre homossexualismo.
Ele se tornou progressista sob a influência da filosofia do Rev. Reinhold Niebuhr. Ele usava o púlpito de sua igreja como plataforma para seu evangelho social, trazendo para pregar esquerdistas como Martin Luther King, Desmond Tutu (bispo anglicano que luta pela ordenação de pastores gays) e Nelson Mandela, sob cujo governo a África do Sul legalizou o aborto e o homossexualismo.

Acobertamento

Por que o Fantástico precisou de um pastor presbiteriano progressista para criticar os telepastores em seu programa de 1978? A vantagem da Globo era que Coffin era desconhecido no Brasil e o Fantástico não fez esforço algum de revelar o histórico e credenciais progressistas e dele para o público brasileiro.
O jornalista do Fantástico escondeu a luta pró-homossexualismo de seu pastor presbiteriano colaborador, mas não perdeu tempo em revelar as posturas dos televangelistas, numa tentativa de manchá-las mediante a cobertura negativa de suas fontes financeiras. O Fantástico falou nos conservadores, com um fundo de ativistas reivindicando direitos gays em inglês — sem traduzir nada, de modo que o público brasileiro não pôde entender que “Gay rights now!” era “Direitos gays agora!”
O Fantástico disse: “O movimento evangelista [televangelista] é acusado por muitos de ser direitista e conservador, mas do ponto-de-vista religioso não tem denominação”. Fenômeno muito semelhante ocorre no Brasil. Os telepastores, como Silas Malafaia e RR Soares, têm posturas conservadoras contra o aborto e o homossexualismo, e são amplamente criticados por líderes tradicionais da linha de Coffin.
Malafaia e Soares não são tão conservadores quanto os telepastores que Coffin criticou. Malafaia e Soares apoiaram o socialista Lula duas vezes. Pat Robertson e Rex Humbard nunca teriam feito isso. Mas pelo menos Malafaia e Soares são mais ousados e conservadores do que os clones brasileiros de Coffin.
Por que o Fantástico não disse que os ativistas gays protestavam contra os telepastores e que o Zé do Caixão americano era aliado deles?

A “ganância” dos televangelistas denunciados pelo Fantástico

Grande parte do programa da Globo focou, de modo bastante negativo, em arrecadação de dinheiro dos telepastores, que explicaram que esses recursos, além de serem voluntários, pagavam sua programação no exterior, inclusive no Brasil.
Minha mãe se converteu através de um programa de Billy Graham. Depois, os programas de Rex Humbard e Pat Robertson muito ajudaram também. Mas os brasileiros não tinham condições de sustentar esses programas, que tinham de pagar muito para as emissoras brasileiras. Quem literalmente sustentava esses programas no Brasil eram os americanos que ofertavam com amor.
Os televangelistas usavam o dinheiro do povo americano para abençoar gratuitamente o povo brasileiro. Muitas famílias brasileiras — inclusive a minha — foram marcadas de forma positiva por esse sacrifício.
Esse grande esforço de Graham, Humbard, Robertson e outros telepastores é reconhecido em muitos corações de brasileiros gratos.
Mesmo assim, em sua típica e histórica hostilidade anti-evangélica, a Globo tentou pintar os telepastores americanos apenas como gananciosos.
O que sabemos com certeza hoje é que a Globo tem um patrimônio multimilionário obtido não com as doações voluntárias da população. A Globo muitas vezes se sustentou e se sustenta com suspeitas negociações com o governo federal, onde a emissora suga dos recursos dos cidadãos para manter seu império hostil à família brasileira.
O jornalista do Fantástico e sua emissora, se tivessem um mínimo de caráter, poderiam questionar o Rev. William Sloane Coffin sobre a origem de seus recursos e o motivo por que ele apoiava o homossexualismo e outras causas progressistas radicais.
Contudo, a Globo nunca faria isso, já que o Zé do Caixão americano estava totalmente alinhado com sua agenda gayzista.

Globo e Edir Macedo merecem críticas

Hoje, a Globo poderia criticar e desmascarar Edir Macedo, um famoso telepastor e fundador da Igreja Universal, por seu apoio ao PT e ao aborto.
A Globo não pode fazer isso por dois motivos:
1. Suas próprias conexões financeiras com os donos do poder.
2. Seu apoio e promoção do aborto.
A Globo e Macedo merecem ser atacadas por sua defesa do homicídio legal de bebês em gestação. A Globo e o Zé do Caixão americano merecem ser denunciados por seu apoio à agenda gay.
Contudo, Billy Graham, Pat Robertson e Rex Humbard nunca defenderam o aborto. Eles defendiam a Bíblia e seus valores, inclusive contra a agenda gayzista. Por isso, eram o alvo perfeito para os ataques covardes da Globo.

Coffin: a Globo sabe quem escolhe e elogia

O Rev. William Sloane Coffin, duas vezes divorciado e casado três vezes, defendia um evangelho progressista, aberto à agenda gay. Por isso, ele foi a escolha perfeita para a Globo atacar evangélicos mais conservadores. De Coffin e seu evangelho só saía podridão.
Desde 1978, quando o programa do Fantástico atacou Graham, Robertson e Humbard, muito pouca coisa mudou no cenário do Brasil. A Globo continua atacando os evangélicos conservadores e dando oportunidades para os evangélicos progressistas. Num debate recente sobre homossexualismo, a Globo convidou para opinar o Rev. Marcos Amaral, pastor presbiteriano da IPB de Jacarepaguá.
E os evangélicos progressistas continuam críticos e debochadores ferrenhos dos telepastores, com a motivação oculta de avançar sua ideologia esquerdista entre inocentes e incautos.
A diferença é que agora se a Globo resolver fazer uma reportagem moderna contra os telepastores mais conservadores, ela não precisará recorrer a um pastor presbiteriano dos EUA para canalizar seus ataques, até porque agora o Coffin original está no coffin.
Há o Rev. Amaral, que pode dar uma mãozinha, ou o Rev. Luiz Longuini, progressistão casado pela quarta vez e pastor da IPB de Rio Comprido. Ou o próprio Genizah, que em nada perde para o Zé do Caixão americano em podridão ideológica. Enquanto um nada mais é do que uma lata de lixo progressista, o outro não passava de um caixão de defunto esquerdista.
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