Vaticano sobre Israel: erros grosseiros

Julio Severo
Durante anos, tenho defendido a excelente postura do Vaticano sobre o aborto e o homossexualismo. Além disso, o Vaticano é a única instituição cristã grande que tem uma posição correta sobre a contracepção.
Contudo, quando toca no assunto de Israel, o Vaticano não demonstra a mesma excelência que mostra em suas posturas morais. Recentemente, o WND noticiou que o Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho do Vaticano para a Cultura, comentou sobre o episódio recente em que, depois de receber uma chuvarada de mísseis, Israel atacou o agressor, o grupo terrorista Hamas. O cardeal criticou fortemente o povo judeu, dizendo: “Penso no ‘massacre dos inocentes’. Crianças estão morrendo em Gaza, os gritos de suas mães são incessantes e universais.”
O cardeal comparou a retaliação israelense em Gaza com a história no Novo Testamento onde bebês judeus foram assassinados por Herodes num esforço para matar Jesus.
Mas essa comparação é ridícula, pois em seus contra-ataques aos terroristas, Israel não mira especificamente crianças, porém sabe-se que os terroristas propositadamente se misturam em áreas com famílias e crianças justamente para tentar impedir Israel de atacá-los.
Será que o Vaticano acha que a chuvarada de mísseis palestinos tem como alvo terrenos baldios? São mísseis inteligentes que não acertam crianças israelenses?
O fato é que há registros de ataques terroristas palestinos específicos contra ônibus escolares de Israel. O alvo deliberado eram crianças. Mas nesses casos, o Vaticano nunca comparou a matança de crianças israelenses com o massacre de Belém.
No entanto, os erros grosseiros do Vaticano não terminam aí.
De acordo com NewsMax, o Vaticano saudou com alegria o fato de que em votação da semana passada, a ONU reconheceu um Estado palestino dentro do território que Deus deu aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Aproveitando a votação, o Vaticano pediu que Jerusalém fosse internacionalizada, tirando de Israel todo direito à sua eterna cidade.
No ano 2000, o Vaticano e a Organização para a Libertação da Palestina assinaram um acordo básico sobre Jerusalém, num esforço para quebrar o controle judeu sobre sua cidade. Os palestinos — que são majoritariamente árabes e muçulmanos — reivindicam Jerusalém como sua capital.
Para internacionalização: Vaticano ou Jerusalém?

Em 1980, Israel declarou Jerusalém sua capital “unida e eterna” — uma atitude que todo cristão deveria entender perfeitamente, pois a Bíblia que todos nós usamos é também o documento histórico universal que comprova Jerusalém e a Terra de Israel como herança e posse dos judeus.

O próprio presidente Ronald Reagan entendia que Jerusalém não podia ser dividia, e que não pode haver um Estado palestino, porque um país palestino, na opinião dele, significaria o fim de Israel.
Nem todo católico acompanha o Vaticano nos seus erros sobre Israel. Geert Wilders, político católico holandês, é não somente um defensor de Israel, mas tem também denunciado, mediante seu vídeo Fitna, o terrorismo islâmico de uma forma que o Vaticano nunca fez. Seu vídeo está disponível aqui:http://youtu.be/3ShUH3qEDD4
Wilders não é o único católico pró-Israel. No Rio de Janeiro, conheci jovens católicos pró-vida que, como eu, defendem Israel.
Depois da recente chuvarada de mísseis que o grupo terrorista Hamas mandou sobre Israel, a vasta maioria dos países da ONU, inclusive o Brasil, votou para dar legitimidade a um Estado palestino que agride Israel, sob a saudação do Vaticano. É a própria ONU dando a mensagem de que o terrorismo compensa.
O Vaticano, que tem escolhido o caminho da excelência moral na questão do aborto e homossexualismo, cometeu o erro estúpido de saudar com alegria a oficialização de um estado terrorista. Será que deveríamos também saudar com alegria quando algum grupo terrorista também reivindicar o Vaticano?
Com relação ao pedido do Vaticano para que Jerusalém seja internacionalizada, por que o Vaticano não dá o exemplo e entrega todo o seu território para a internacionalização?
Tenho certeza de que os palestinos muçulmanos adorariam transformar a sede do Vaticano numa suntuosa mesquita e base de operações.
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