Vaias e clima de hostilidade marcam presença de Jean Wyllys no Mackenzie

Apesar de negação, documento do diretório do Mackenzie registra que houve parceria com chancelaria para debate de Wyllys na instituição presbiteriana

Julio Severo
Depois da enorme repercussão do artigo “Jean Wyllys no Mackenzie”, o chanceler do Mackenzie, Augustus Nicodemus Lopes, se pronunciou.
Jean Wyllys

Jean Wyllys esteve ou não esteve no Mackenzie? Está confirmado: Esteve.

Se o artigo “Jean Wyllys no Mackenzie” não tivesse trazido à tona essa informação, aparentemente ninguém trataria da polêmica visita e debate de Jean Wyllys na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Não foi com a ajuda de revelações sobrenaturais que fiquei sabendo do evento. Tudo o que precisei fazer foi conferir documento da própria instituição. O documento registra a “parceria” entre a chancelaria da universidade com o Centro Acadêmico João Mendes, que pertence ao Mackenzie.
A chancelaria garante a liberdade acadêmica? Sim. Mas também teria o pleno direito de vetar a participação de um supremacista gay num evento dentro de suas dependências? Teria. E por que não fez valer seu direito?
Quando pressionado pelos supremacistas gays em 2012, o chanceler Augustus Nicodemus Lopes usou da sua autoridade para retirar um manifesto presbiteriano contrário à agenda gay do site da universidade. A retirada foi feita apenas para atender às exigências dos supremacistas gays.
No caso de Wyllys, a chancelaria tinha igualmente total autoridade — sem mencionar responsabilidade cristã — de agir com muito mais energia. Afinal, é de conhecimento público que num seminário realizado por Wyllys no Congresso Nacional, o ativista gay Márcio Retamero ameaçou o uso de violência armada contra os cristãos, sem que Wyllys condenasse a ameaça. Pelo contrário, Wyllys mesmo tem feito ameaças aos cristãos.
Tenho certeza de que se algum diretório estudantil do Mackenzie convidasse um criminoso nazista ou comunista, o chanceler vetaria, e com boas razões. Por que então poupar Wyllys?
Deve-se poupá-lo em nome de uma suposta liberdade acadêmica?
Tudo o que o chanceler disse que pôde fazer foi escolher um “debatedor” para argumentar com Wyllys. O escolhido foi seu colega de ANAJURE Guilherme Schelb.
Contudo, por incrível que pareça, os estudantes da instituição presbiteriana não gostaram do escolhido do chanceler. De acordo com informações que recebi, e que foram confirmadas numa nota da ANAJURE, Schelb foi vaiado e sofreu um clima de hostilidade dos estudantes do Mackenzie. A moçada gostou foi do Wyllys.
Parabéns ao Mackenzie pela promoção do Wyllys! Mesmo discordando totalmente das ideias radicais do supremacista gay e mesmo não tendo a intenção direta de fazer tal promoção, o chanceler deu um tiro no pé ao não vetar o “debate”, que foi na verdade espaço de publicidade gratuita para Wyllys. Se tivesse vetado, poderia pelo menos ter poupado o representante da ANAJURE das vaias e hostilidade que sofreu.
Dá para imaginar um jurista evangélico ser humilhado diante de um supremacista gay dentro de uma universidade evangélica? É um quadro apocalíptico, e aconteceu no Mackenzie.

(Twitter) De estudante do Mackenzie para Jean Wyllys: “Sou da Mackenzie e acabei de voltar do debate! Estou IMPRESSIONADA com a sua capacidade de debate e sua inteligência”.

Se no nome de uma suposta liberdade acadêmica, podemos abrir as instituições evangélicas para indivíduos como Wyllys, que defendem a perseguição aos cristãos, promoverem seus radicalismos, qual é o limite? Por que então não convidar nazistas e terroristas islâmicos?
O chanceler, ao invés de ter agido com firmeza contra a entrada de um notório fomentador de perseguição anticristã antes do debate, tentou defender a falta de firmeza e desqualificar a denúncia. Só após a enorme exposição pública do caso no artigo “Jean Wyllys no Mackenzie” foi que o chanceler declarou no Facebook:
Augustus Nicodemus Lopes Infelizmente numa universidade do porte do Mackenzie diretórios estudantis realizam eventos se valendo da autonomia universitária dos quais só tomamos conhecimento em cima da hora, como foi o caso, só nos restando achar uma pessoa para fazer o contraponto, para tentar ao menos minimizar os efeitos. Lamento profundamente tudo isto ocorrido em nosso quintal e em nossas costas. O evento não foi promovido pelo Mackenzie, sua reitoria ou chancelaria – jamais. Fomos pegos de surpresa. É uma pena que pessoas que se dizem cristãs alardeiam fatos e os distorcem sem qualquer conhecimento de causa..”
A declaração foi enviada por um leitor que questionou Nicodemus e recebeu a resposta dele. Mas as palavras do chanceler, de que o evento não foi promovido por sua chancelaria, estão em conflito com o documento do diretório do Mackenzie, que registra a parceria.
Documento do diretório do Mackenzie registra parceria com chancelaria para debate de Wyllys

Ele poderia ter vetado a entrada de Jean Wyllys na instituição? Há pouca dúvida sobre isso.

Agora fica sobre os ombros dele a responsabilidade de esclarecer o motivo por que, se não havia nenhuma parceria, há o registro oficial da parceria por parte do próprio diretório estudantil que realizou o debate. Quem foi que errou? O diretório? A impressora?
Esta não é a primeira vez que denuncio um notório ativista gay convidado para debate numa grande instituição protestante. No ano passado, denunciei Luiz Mott na Escola Superior de Teologia (EST) da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil. Eu queria ter podido fazer tal denúncia anos atrás, mas não tinha os documentos. Somente no ano passado, os obtive.
No caso do Mackenzie, foi mais rápido porque fui auxiliado na obtenção dos documentos.
A providência da EST foi apagar todos os registros públicos do evento e fazer de conta que nunca ocorreu.
Qual vai ser a providência do Mackenzie?
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