Marcha em Favor do Casamento Marcada para Próxima Semana em Washington DC

Austin Ruse
Washington DC, EUA, 22 de março (C-FAM) Boa parte do mundo olha para os Estados Unidos em busca de direção em questões de políticas sociais. A realidade do aborto legal nos EUA tem sido um exemplo que outros países têm continuado a imitar.

O casamento é a questão social mais recente de campo de batalha nos EUA e em muitas partes do mundo. Por isso, todos os olhos não só nos EUA, mas também nos mundo inteiro estão voltados para o Supremo Tribunal em 26 de março quando haverá uma audiência em Washington DC.

Os que defendem o casamento tradicional estão se reunindo em Washington DC na próxima terça-feira para participar da primeira Marcha em Favor do Casamento organizada principalmente pela Organização Nacional do Casamento, mas que está trabalhando com mais de dez grupos dos EUA (C-FAM, que publica o Friday Fax, é um dos patrocinadores da marcha).
Os organizadores esperam que multidões de muitos milhares se ajuntarão para ouvir mais de dez palestrantes, inclusive o Prof. Robert George da Universidade de Princeton, Penny Nance, presidente de Concerned Women for America, o arcebispo Salvatore Cordileone de São Francisco, o Rev. Bill Owens da Coalizão de Pastores Afro-Americanos e muitos outros.
Os organizadores estão bem cientes de que uma campanha política nacional foi desencadeada pelos ativistas homossexuais e tem como alvo direto nove membros do Supremo Tribunal e principalmente o juiz Anthony Kennedy que é visto por muitos como um voto ambivalente entre juízes esquerdistas e conservadores. Os líderes da marcha esperam que seus esforços repercutirão no tribunal, embora entendam que nesse esforço eles tenham gasto muito mais do que podem.
O ativismo homossexual está de forma sistemática e barulhenta defendendo sua causa. Parece que todo dia aparece algo novo que a mídia nacional submissamente traz em seus noticiários. Um dia foi 100 líderes republicanos que assinaram um depoimento de amicus curiae em favor do casamento de mesmo sexo. Outro dia foi o conservador político e estrela do cinema Clint Eastwood anunciando que favorece uma mudança na lei. Outro dia ainda foi o senador republicano Rob Portman anunciando sua mudança de pensamento, seguido — o que não foi surpresa — por Hillary Clinton dizendo a mesma coisa.
Alguns especialistas dizem que essa campanha nacional da mídia mirada no Supremo Tribunal não tem precedentes na história americana.
O tribunal decidirá duas questões nesta primavera. Uma é se os cidadãos da Califórnia estavam dentro de seus direitos de definir por referendo que o casamento é entre um homem e uma mulher. A outra questão é se a Lei de Defesa do Casamento, que foi aprovada pelo Congresso e assinada pelo presidente Clinton e que define o casamento entre um homem e mulher para propósitos de programas federais, é constitucional ou não.
O tribunal poderia decidir apertadamente cada caso e deixar a decisão final para os estados individuais. O tribunal, porém, poderia tornar o casamento homossexual uma questão constitucional e forçá-lo em todos os estados dos EUA, inclusive os 41 que já decidiram que o casamento é apenas para homens e mulheres.
Se o tribunal permitir o casamento homossexual, pode estar certo de que a mesma coisa vai acontecer em países do mundo inteiro, pois o exemplo dos EUA é poderoso.
Tradução: www.juliosevero.com
Fonte: C-Fam
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