Não dá para se alcançar a paz no Oriente Médio do jeito que os EUA querem

Jim Fletcher
Num museu hipotético de imbecilidades esquerdistas, certamente os agora infames Acordos de Oslo mereceriam seu próprio salão especial. A formula bizarra de “terra em troca de paz” que George H.W. Bush e os europeus haviam imposto sobre Israel foi um fracasso colossal, e dava para se argumentar que foi pelo menos indiretamente responsável por milhares de mortes de israelenses e palestinos.
Dar a Yasser Arafat uma aparência limpinha e saudável e mostrá-lo frequentemente como exemplo de admiração para a grande mídia americana foi, em visão retrospectiva, um “caos” no sentido clássico do termo. O chefe do terrorismo palestino utilizou a disposição relutante de Israel para negociar como um ponto de partida para lançar ataques terroristas sem precedentes contra os judeus. Nos efeitos colaterais, ele também prejudicou seu próprio povo de forma imensurável.
As elites políticas, principalmente do governo dos EUA, parecem incapazes de entender tudo isso. Aliás, elas agora nem mesmo tentam esconder seu desprezo por Israel.
É uma situação que Caroline Glick conhece muito bem.
Ela, que nasceu em Chicago e emigrou para Israel e se tornou oficial das Forças de Defesa de Israel, é hoje uma inteligente observadora política e viu a burrice, bem de perto e de forma pessoal, dos Acordos de Oslo. Num recente livro “The Israeli Solution: A One-State Plan for Peace in the Middle East,” (A Solução Israelense: Um Plano de Um Estado para a Paz no Oriente Médio), ela argumenta em favor de um modelo sensato para levar uma medida de paz para Israel e seus vizinhos palestinos.

Embora o terrorismo (muitas vezes encorajado pela Autoridade Palestina) tenha produzido milhares de mortes e arruinado a economia palestina, o governo dos EUA insiste nesse caminho decadente.

Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel que concordou em princípio com uma solução de dois Estados, está presumivelmente parado aguardando o fim pesado da presidência espetacularmente fracassada de Obama.
Glick, uma realista de olhar duro, é especialista em análise histórica e política.
“Ironicamente, a solução de dois Estados está entre as políticas mais irracionais e fracassadas que os Estados Unidos já adotaram,” ela escreve. “Nos noventa anos passados, tentou-se a solução de dois Estados mais de dez vezes, e fracassou de forma desastrosa em cada uma dessas vezes. Entre 1970 e 2013, os Estados Unidos apresentaram nove diferentes planos de paz para Israel e os palestinos, todos com base na solução de dois Estados — e nos vinte anos passados, a solução de dois Estados tem sido o coração da política dos EUA para o Oriente Médio.”
“Apesar desse foco aguçado, os esforços dos EUA para implementar a solução de dois Estados têm, todos eles, resultado em fracassos desastrosos,” continua ela. “Além disso, esses esforços inúteis enfraqueceram a posição dos EUA no Oriente Médio: com cada nova tentativa de alcançar um acordo de paz de dois Estados, o Oriente Médio se tornou menos estável, mais violento, mais radicalizado e mais inimigo dos valores e interesses americanos.”
Glick mostra as origens dos fracassos dessa agenda e, de forma particular, o que ela fala dos esforços que Bill Clinton investiu nas negociações de paz são impressionantes. Ela aponta para o fato de que os palestinos afirmam que têm 5,1 milhões de “refugiados” das guerras com Israel, e ela comenta que é tolice pura a rígida reivindicação de que esse povo tenha permissão de “retornar” à terra.
“Essa reivindicação é sem precedente na história da guerra,” ela declara. “Não existe precedente de uma população civil, desalojada por uma guerra que seus líderes começaram e perderam, afirmando um direito de retorno ao território que eles não conseguiram conquistar.”
O povo americano tem uma compreensão geral do conflito (o apoio a Israel nos EUA continua alto), mas é lamentavelmente analfabeto acerca dos detalhes, muitos dos quais são cruciais para os interesses americanos, Glick aponta.
Por exemplo, o atual chefe da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, é apresentado como um estadista. A realidade é que ele era chefe do grupo terrorista que massacrou 11 atletas israelenses nas Olímpiadas de Munique em 1972. Contudo, Kerry e seus amigos continuam a cortejá-lo.
Na Parte II de “The Israeli Solution,” Glick apresenta seu próprio plano para uma solução do conflito. Embora indivíduos de centro-esquerda o rejeitarão (e Glick apresenta predições fascinantes com base em como ela sente que a comunidade internacional reagiria a um afastamento do modelo sagrado de Oslo), o plano é racional, e com base na contínua força israelense, algo que é vital para os interesses dos EUA.
Glick também demole várias vacas sagradas com relação a Oslo, inclusive a afirmação de que a demografia ameaça o futuro de Israel como único Estado judeu. Diz a teoria que os palestinos simplesmente produzirão mais filhos e dentro de mais uma geração, sobrepujarão a população israelense. Um recenseamento demográfico de 1997 conduzido pelos palestinos (dá para se dizer propaganda?) afirmava que em 2015, haveria quase seis milhões de árabes palestinos na região.
Glick sabe muito mais: “Em 1997 Israel tinha um milhão de cidadãos árabes, e em 2012 esse número havia aumentado para 1,6 milhão.”
Veja: na política internacional, as pessoas de boa vontade raramente consideram o fato de que seus oponentes ideológicos… mentem. Contudo, tal característica diabólica de caráter é uma marca registrada das intenções dos árabes. A solução diabólica de dois Estados é o ponto central da estratégia para derrotar Israel.
Não vai funcionar, e “The Israeli Solution” fornece uma perspectiva analítica extraordinária para se ver que Israel sobreviverá, com ou sem um Estado palestino.
Traduzido por Julio Severo do artigo do WND: Mideast peace can’t be done American way
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