Estudo compila medidas penianas de 15 mil homens para chegar à média considerada ‘normal’

 

Comprimento médio do pênis flácido é 9,16 centímetros e, ereto, 13,12

imagesRIO – Se tem uma questão que causa dor de cabeça a homens do mundo inteiro é o tamanho do pênis. Para por um fim nessa dúvida de uma vez por todas, um levantamento britânico divulgado nesta terça-feira compilou dados de 17 estudos que permitiram chegar às medidas de 15.521 homens e, finalmente, à média considerada “normal”.

Eis os tamanhos: o comprimento médio de um pênis flácido é de 9,16 centímetros e, esticado, 13,24 centímetros. Já o tamanho médio do órgão sexual masculino ereto é 13,12 centímetros. A circunferência média do pênis flácido é de 9,31 centímetros e ereto 11,66 centímetros.

Estudos anteriores já tabularam tamanhos de pênis em diferentes países. O site “Everyone on web” compilou essas medidas. Segundo elas, a média do órgão sexual masculino no Brasil é de 15,7 centímetros quando ereto. Bem menos do que na República Democrática do Congo, na África, onde a média fica em 17,93 centímetros. Mas é superior, por exemplo, à marca dos americanos (14,15) e dos nossos vizinhos argentinos (14,88). Os rancorosos ainda aborrecidos com o 7 a 1 na final da Copa do Mundo gostarão de saber que os alemães também são “menores” que os brasileiros, com uma média de 14,48 centímetros.

O novo levantamento foi liderado pelo pesquisador David Veale, do King’s College London, e publicado pela revista científica “BJU International”. De acordo com o cientista, todas essas medidas são muito úteis para o aconselhamento de homens preocupados com suas proporções.

— Acreditamos que estes dados vão ajudar os médicos a tranquilizar a grande maioria dos homens, para que saibam que o tamanho do seu pênis está dentro da faixa normal. Também vamos usá-los para examinar a discrepância entre o que um homem acredita ser a suas medidas e a sua realidade — diz Veale.

De acordo com o pesquisador, em alguns casos, a preocupação dos homens em relação ao assunto é tão grande que configura quadros de transtorno dismórfico corporal, quando a pessoa tem uma percepção do próprio corpo diferente da realidade. Representante do departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia, o urologista Eduardo Bertero confirma a observação.

— Muitos pacientes ficam complexados, ao ponto de achar que as pessoas estão reparando o volume de seu pênis em todos os lugares, ainda que estejam usando uma calça jeans — exemplifica.

Bertero atende de 10 a 15 pacientes com dúvidas sobre o assunto por mês e, dos 50 e-mails que recebe diariamente, pelo menos, 30% é sobre a questão. Numa conta rápida, ele estima que está tudo certo com as medidas dos pacientes em 98% dos casos.

– Eles chegam ao meu consultório dizendo que não são normais, mas não sabem o que é, de fato, ser ‘normal’ neste caso — afirma o urologista, pontuando que as médias apontadas pelo estudo britânico estão bem próximas do que já vinha sendo adotado como padrão. — No auge do acesso livre à pornografia, muita gente ainda acha que os pênis de 20 centímetros dos atores que aparecem em filmes pornográficos são normais. Na verdade, são eles que estão fora do que é visto como padrão.

Bertero também frisa que, por serem médias, os homens não precisam entrar em pânico caso não tenham exatamente essas medidas. Segundo ele, um pênis que ereto que alcance 10 centímetros de comprimento é considerado funcional. O chamado micropênis atinge menos que 7 centímetros.

Numa simples busca pela internet, é possível encontrar inúmeros anúncios de soluções “milagrosas” para quem deseja ganhar alguns centímetros. Mas, neste caso, Bertero faz um alerta:

— O tratamentos ainda são muitos embrionários e experimentais. No Brasil, não existe nenhum método aprovado pela Sociedade Brasileira de Urologia.

Além disso, a maioria dos homens que busca essas intervenções tem um pênis normal.

— Já vi vários casos de pessoas que fizeram cirurgias e acabaram com os órgãos deformados — relata.

A CAMA VIROU PALCO

Para o professor e médico do Ambulatório de Sexologia da UFRJ, Amaury Mendes Junior, parte da insegurança relativa ao tamanho do órgão sexual masculino tem a ver com culto excessivo a aspectos materiais e estéticos. Por isso, antes de se apegar às medidas, os homens devem fazer uma observação mais criteriosa de seus valores.

Por isso, segundo Mendes Junior, antes de qualquer questionamento sobre o tamanho, vale a reflexão:— Cada vez mais, tenho atendido a jovens preocupados com o tamanho do pênis — relata o especialista. — Em vez de colocar o poder na palavra e na personalidade, está ocorrendo uma imaturidade emocional muito grande, em que as pessoas restringem isso a posses e ao corpo. E o pênis é algo muito representativo para o homem contemporâneo. A cama virou palco.

— Um pênis dirigido por um mau diretor, por maior que seja, não vai despertar desejo na outra pessoa. Não é o pênis que deve estar no comando. (O GLOBO)

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