Corpo de bombeiros de Nova Iorque empossa primeira capelã lésbica. Brasil está pronto para imitar?

O Corpo de Bombeiros de Nova Iorque empossou oficialmente sua primeira capelã assumidamente lésbica, de acordo com reportagem da agência noticiosa Associated Press.
Ann Kansfield

A Reverenda Ann Kansfield foi oficialmente empossada na terça-feira. Ela é a oitava capelã do Corpo de Bombeiros. Seis outros são cristãos e um judeu. Kansfield é pastora da Igreja Reformada Greenpoint no Brooklyn.

Os deveres dos capelães do Corpo de Bombeiros de Nova Iorque incluem dar aconselhamento para bombeiros, fazer orações oficiais e invocar o nome de Deus.
Como é que uma igreja reformada (título usado apenas por igrejas calvinistas) chega a indicar uma “pastora” lésbica para uma instituição pública que precisa de um verdadeiro homem de Deus, não um representante do diabo, não um oprimido pelo diabo?
Quando o liberalismo teológico entra, vai abrindo as portas para outros liberalismos.
Por enquanto, o Brasil não tem capelães homossexuais e lésbicas. Mas o liberalismo teológico tem presença “consagrada” há muito tempo em igrejas evangélicas brasileiras, especialmente nas ditas igrejas reformadas (calvinistas).
Num concurso de capelães no ano passado, a Marinha do Brasil requereu dos candidatos, entre vários requisitos, formação na Teologia da Missão Integral (TMI). Entre as referências dessa teologia, a Marinha citou obras da Editora Ultimato, uma das principais expoentes editoriais da TMI no Brasil. A Ultimato é de linha “reformada” (calvinista).
TMI é o mais poderoso e antigo liberalismo teológico na Igreja Evangélica Brasileira.
A presença da TMI nas Forças Armadas do Brasil é evidência da influência de seus teólogos “reformados,” que trabalham até mesmo na Presidência da República do Brasil.
Mas o que a TMI poderia vir a ter a ver com a contratação de uma capelã lésbica? Se depender do Rev. Marcos Botelho, colunista da revista Ultimato e promotor da TMI, tudo. Num artigo na Ultimato, Botelho (que é pastor presbiteriano ou “reformado”) declarou, sobre a questão homossexual, que os cristãos têm de lutar “para o direito de todos: o de escolher livremente a sua opção sexual.”
Isso incluiria o direito de uma capelã reformada ser lésbica?
Após queixas à revista Ultimato, o artigo dele foi removido, mas o reverendo “reformado” nunca se desculpou publicamente pelas palavras antibíblicas.
Hoje, sob inspiração “reformada,” a Marinha do Brasil exige TMI de seus candidatos a capelão. Amanhã, sob a mesma inspiração, vai fazer o quê? Vai imitar o Corpo de Bombeiros de Nova Iorque e empossar capelãs lésbicas “reformadas”?
Se a Reforma “reformada” (calvinista) não passar por uma reforma, vai virar uma Sodoma e sancioná-la em toda a sociedade.
Se os ditos teólogos “reformados” não estivessem tão ocupados tentando resolver questões de todo o universo pentecostal e neopentecostal, talvez tivessem tempo para lidar com o liberalismo teológico da TMI que grassa nos meios “reformados” há décadas, evitando assim casos embaraços como o da posse da capelã lésbica reformada.
Com informações da Associated Press.
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