Por que a epidemia de Zika está sendo usada para legalizar o aborto no Brasil?

Em meses recentes, por causa do vírus Zika, que tem tido uma estranha ligação com microcefalia em bebês em gestação de mulheres grávidas em várias regiões do Brasil, muitos grupos esquerdistas, inclusive a Organização Mundial de Saúde, estão pedindo a legalização do aborto no Brasil, o país católico mais populoso do mundo.

 
                                    Bebê com microcefalia

 

 

Entretanto, as pressões para legalizar o aborto estão criando uma repercussão negativa, especialmente entre famílias de crianças deficientes. Muitas dessas famílias estão usando o Facebook e WhatsApp, onde mais da metade dos 200 milhões de pessoas do Brasil estão conectados, para apresentar suas posturas pró-vida. Elas argumentam que todos os bebês, inclusive os que têm microcefalia, têm o direito de nascer.

A Igreja Católica e as igrejas pentecostais e neopentecostais, que têm uma influência forte nesse país profundamente religioso, estão também fazendo resistência às campanhas para legalizar o aborto.

“O aborto não é a resposta para o vírus Zika. Precisamos valorizar a vida em toda e qualquer situação ou condição,” disse Sergio da Rocha, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na semana passada. Apesar de sua linha geralmente esquerdista, a CNBB não costuma se alinhar à esquerda, até mesmo ao PT (que ela, através de seus bispos, ajudou a fundar), na questão do aborto.

O aborto é ilegal, exceto em casos de estupro, perigo de vida para a mãe ou anencefalia, outro defeito congênito que envolve o cérebro. Mas na prática, qualquer consultório ginecológico inescrupuloso oferece “discretamente” aborto para mulheres dispostas a pagar. As mulheres ricas pagam mais e as mulheres pobres pagam menos.

Antes da questão da microcefalia, grupos esquerdistas que apoiam o aborto estavam na defensiva por causa de um projeto de lei de uma forte bancada evangélica majoritariamente pentecostal. Esse projeto restringiria o acesso ao aborto acrescentando obstáculos para mulheres que querem aborto sob a falsa bandeira do estupro. O projeto já foi aprovado por uma comissão da Câmara dos Deputados.

O primeiro caso de Zika foi descoberto no Brasil em meados do ano passado. O Zika é espalhado pelo mosquito Aedes aegypti, uma praga doméstica comum que também transmite a dengue e o chicungunha. O Zika é geralmente muito mais suave, e de cada cinco pacientes só um desenvolve sintomas como olhos vermelhos, erupções de mancha na pele e febre.

A ligação entre microcefalia e Zika no Brasil é um mistério, pois na Colômbia a pesquisa mais recente, disponibilizada em 13 de fevereiro de 2016, indica que mais de 5 mil mulheres colombianas grávidas foram infectadas com o Zika, mas não existe registro de microcefalia ligada ao Zika em nenhum desses casos.

O que há de diferente no caso brasileiro? Alguns conjecturam certas vacinas nas mulheres grávidas. Outros, mosquitos geneticamente modificados. E outros, produtos químicos para combater o vírus da dengue. Em cada um desses casos conjecturados, interesses multimilionários de poderosas empresas estão em jogo. E todas estarão mais que felizes de culpar o mosquito (e preparar uma vacina que custará milhões aos brasileiros que pagam impostos) ou promover o aborto, fazendo dos bebês em gestação — as principais vítimas da estranha epidemia no Brasil — bodes expiatórios de uma crise de origem duvidosa.

Com informações da Associated Press e Reuters.

Versão em inglês deste artigo: Why Is Zika Outbreak Being Used to Legalize Abortion in Brazil?

Fonte: www.juliosevero.com

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