Quem eram os Samaritanos?

Estritamente falando, um samaritano é um habitante da cidade de Samaria, mas o termo foi aplicado a praticamente todas as pessoas do reino de Israel.

Deve-se considerar que após a morte de Salomão, filho de Davi, Roboão assumiu o trono, mas devido ao descontentamento em relação aos impostos, as 10 tribos do Norte separam-se e proclamaram Jeroboão como seu rei. Israel foi dividido entre o Reino de Israel (ao Norte com capital em Samaria) e o Reino de Judá (ao Sul com capital em Jerusalém).

Em cerca de 722 a.C os assírios conquistaram o Reino de Israel, e levou o povo das 10 tribos ao exílio para a Assíria, assim , a Samaria (lugar onde as 10 tribos habitavam) ficou praticamente deserta.

O rei da Assíria então levou pessoas de diversas nações, inclusive Babilônia, para povoar a Samaria. Quando o exílio terminou e as pessoas das 10 tribos retornaram para Samaria ocorreu uma mistura com diversos povos, deixando de ser apenas as tribos do norte.

Ocorre que nesse mesmo período houve o exílio do Reino de Judá para a Babilônia, e quando acabou o cativeiro, eles começaram a reconstrução do Templo de Jerusalém, o povo do Norte mostrou desejo em participar da reconstrução, mas foram impedidos pelo Reino de Judá, após esse fato ambos se tornaram inimigos declarados.

Diante da impossibilidade de participar da reconstrução do Templo de Jerusalém, os samaritanos algum tempo depois acabaram construindo seu próprio Templo no Monte Gerizim.

Por causa de sua adesão imperfeita ao judaísmo e sua ascendência em parte pagã, os samaritanos eram desprezados pelos judeus comuns. Ao invés de se contaminar pela passagem através do território samaritano, os judeus que viajavam da Judéia para a Galiléia, ou vice-versa atravessavam o rio Jordão para desviar de Samaria. Os samaritanos também nutriam da mesma antipatia para com os judeus (Lc 9, 52-53).

Jesus indicou que uma nova atitude devia ser tomada em direção ao samaritanos, ele passava por suas cidades, em vez de atravessar o Jordão, para evitá-los (Jo 4: 4-5), quando ele falou com uma mulher samaritana, contrariamente ao costume judeu (Jo 4: 9), e quando ele disse que viria um tempo onde não seria importante o lugar Jerusalém ou Gerizim (Jo 4: 21-24).

Quando perguntado qual a considerar como o nosso próximo, Jesus contou a história do Bom Samaritano, precisamente porque os samaritanos eram desprezados.

Os apóstolos reconheceram que na Igreja os samaritanos deviam ser aceitos igualmente aos judeus. Pedro e João realizaram uma missão especial para Samaria para confirmar samaritanos que já haviam sido batizados por Felipe (Atos 8: 14-17). Esta iniciação dos samaritanos foi um estágio intermediário entre a pregação do evangelho aos judeus (Atos 2) e a pregação do evangelho aos gentios (Atos 10).

Hoje alguns samaritanos sobrevivem, não tendo perdido a sua identidade através de casamentos. Existem cerca de 300 praticantes ativos da religião Samaritana, a maioria dos quais vivem na cidade de Nablus. Eles ainda celebram a Páscoa todos os anos em suas ruínas no Monte Gerizim.

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