Protegendo os cristãos e combatendo o terrorismo? É exatamente isso o que a Rússia está fazendo

Comentário de Julio Severo: Este artigo, que é manchete principal fresquinha do WND (WorldNetDaily), um dos principais sites conservadores do mundo, reafirma o papel inegável da Rússia combatendo o ISIS e protegendo os cristãos. O que me deixa muito triste, como evangélico, é que os Estados Unidos, fundados por evangélicos, foram até Obama a nação que, juntamente com a Arábia Saudita, fundaram, financiaram e armaram o ISIS, que é atualmente a maior máquina islâmica de genocídio de cristãos. A Arábia Saudita é reconhecidamente o maior financiador do terrorismo islâmico mundial e merece ser combatida dia e noite. Qualquer guerra contra o terrorismo que não faça desse país o foco da ameaça é piada. Infelizmente, neste mês o Presidente Donald Trump enviou seu novo diretor da CIA para premiar a Arábia Saudita por “combater o terrorismo,” como se fosse possível a Alemanha nazista combater o nazismo ou a União Soviética combater o marxismo. Tomara que tivesse sido uma piada, mas aconteceu. O próprio Trump já havia reconhecido publicamente que Obama havia fundado o ISIS, mas isso seria impossível sem ajuda saudita. Contudo, com sua atitude de premiar os sauditas, Trump está seguindo a velha linha neocon americana seguida fielmente por Obama e Bush, que é proteger a Arábia Saudita das consequências de chefiar o terrorismo islâmico mundial, e focar, em vez disso,na Rússia como único bode-expiatório, como bem disse o Dr. William J. Murray. Os senadores neocons Lindsey Graham e John McCain, que lideram a oposição á Rússia, tiveram envolvimento com o bilionário esquerdista George Soros. Parece que a Rússia vai continuar combatendo sozinha a maior fonte do terrorismo islâmico mundial, inclusive o ISIS, o maior assassino de cristãos. Confira a seguir a manchete do WND:

 
Vladimir Putin

Alguns anos atrás, Dmitry Rogozin, vice-primeiro-ministro russo que era então o embaixador da Rússia na OTAN, alertou que havia surgido uma nova influência que estava se tornando uma grande ameaça para grandes segmentos do mundo, isto é, a Ásia, a Europa e a América.

“Uma nova civilização está surgindo no Terceiro Mundo que pensa que o Hemisfério Norte branco sempre a oprimiu e precisa pois cair a seus pés agora… Se a civilização do Norte quiser se proteger, precisa se unir: os EUA, a União Europeia e a Rússia. Se não se unirem, serão derrotados um a um,” disse ele.

Ele estava se referindo principalmente ao islamismo radical. E os EUA, com seu alicerce cristão, a Europa, com sua própria herança judaico-cristã, e até a Rússia, com sua Igreja Cristã Ortodoxa histórica, pareceriam ter razão de fazer parte dessa união.

Então, por que a elite política americana seria tão avessa a buscar melhores relações com a Rússia, conforme sugeriu o presidente Donald Trump?

Afinal, todos os presidentes americanos em anos recentes declararam essencialmente a mesma meta. Recorde a política “reset” da então secretária de Estado Hillary Clinton sob o presidente Obama.

Mas a oposição às sugestões de Trump têm sido altas e longas, apesar do que alguns veem como esforços extraordinários por parte da Rússia para proteger os cristãos.

Foi um padre flamengo de 76 anos do monastério Mar Yakub, construído na cidade síria de Qarano sexto século, que colocou essa questão no contexto que ele entendeu melhor: sua própria vida.

“É miraculoso que ainda estejamos vivos. Devemos isso ao exército do governo de Assad e a Vladimir Putin, pois ele decidiu intervir quando os rebeldes ameaçavam tomar o poder… Entre muçulmanos comuns e cristãos, não há problemas [aqui]. O problema são esses rebeldes islâmicos apoiados pelo Ocidente que querem nos massacrar… Trump entende que o islamismo radical é uma ameaça maior do que a Rússia.”

Na Europa, muitos dos novos partidos nacionalistas anti-globalismo e anti-UE expressam admiração pela defesa que a Rússia faz dos valores tradicionais, junto com os intelectuais cristãos europeus, que se desesperam com o fato de que a Europa Ocidental abandonou suas raízes espirituais.

Nos Bálcãs, a Rússia é a única potência que defende os cristãos perseguidos pelos islamistas e se recusa a reconhecer Kosovo, que foi separado da Sérvia com consentimento do Ocidente. A Rússia também é a única potência que defende os cristãos perseguidos pelos muçulmanos albaneses, que são como o ISIS e estão destruindo a herança de milênios da Igreja Cristã ali.

O arcebispo Vsevovlod Chaplin declarou: “Qualquer luta contra o terrorismo é moral; podemos até chamá-la de luta santa.”

Ele disse que os países cristãos “podem se opor ao pseudo-extremismo islâmico só se baseando em valores religiosos tradicionais.”

“O secularismo jamais conseguirá lidar com o desafio do fanatismo e extremismo religioso que estão chegando à Europa hoje,” ele disse. “O secularismo sempre perderá para o extremismo religioso ou pseudo-religioso. Ainda que o secularismo rechaçasse com êxito o radicalismo religioso e público com a ajuda de poder e dinheiro por algum tempo, não durará muito, só por 20 ou 30 anos.”

Mas na recente Conferência de Segurança de Munique, o senador Lindsey Graham, R-S.C., disse: “2017 vai ser o ano de o Congresso dos EUA dar um chute na b***a da Rússia.”

Ele citou alegações de que a Rússia hackeou os sistemas de computadores do Partido Democrático e assim corrompeu a eleição presidencial de 2016.

Ele disse que Trump “deveria estar trabalhando conosco para punir a Rússia.”

Graham e seu colega senador John McCain, outro que participou da Conferência de Munique, estão liderando uma campanha ampla para desafiar e possivelmente descarrilhar a meta que Trump muitas vezes expressou de melhorar as relações com a Rússia.

McCain, presidente da Comissão de Serviços Armados do Senado, expressou esperança em janeiro de que o novo presidente dos EUA desistiria da ideia de revogar as sanções contra a Rússia impostas por Barack Obama.

“Se ele não desistir, trabalharei com meus colegas para codificar sanções contra a Rússia na leis dos EUA,” McCain disse.

Graham reforçou tudo o que McCain em Munique, anunciando que ele planejava introduzir uma moção conjunta do Partido Republicano e do Partido Democrático pedindo mais sanções contra a Rússia que obteriam “mais de 75 votos.” Ele também explorou a possibilidade de invocar o Artigo 5 do Tratado da OTAN de que “um ataque a um membro é um ataque a todos os membros.”

A retórica colérica de Graham ocorreu logo depois que Michael Flynn, assessor de segurança nacional, entregou seu cargo em meio a alegações de que ele e outros membros da equipe de Trump tiveram contatos impróprios com diplomatas e autoridades de governo e inteligência da Rússia, algo que tanto Flynn quanto a Casa Branca negam.

Mas os russos, na voz do ministro das relações exteriores Sergei Lavrov, têm desafiado os que fazem tais afirmações a dar alguns fatos com relação às afirmações de hackeação.

“Não vi nenhum fato. Só houve algumas acusações de que tentamos hackear algum site do Partido Democrático,” ele disse.

O Congresso dos EUA está debatendo a questão e o FBI está investigando.

Mas a Política Externa de Trump declara: “Derrotar o ISIS e outros grupos terroristas islâmicos radicais será nossa prioridade mais elevada,” que está em concordância com um dos pontos da recente declaração de política externa oficial da Rússia, datada de apenas algumas semanas atrás.

Essa política declara: “A ameaça terrorista mundial alcançou um novo ponto elevado com o surgimento da organização terrorista internacional Estado Islâmico e grupos semelhantes que decaíram num nível sem precedente de crueldade em sua violência. Eles aspiram criar seu próprio estado e buscam consolidar sua influência num território que se estende desde as praias do Oceano Atlântico até o Paquistão. O esforço principal em combater o terrorismo deveria ser visar criar uma ampla coalizão antiterrorista internacional com uma base legal sólida, baseada em cooperação coerente entre Estados sem nenhuma consideração política ou padrões duplos, acima de tudo para impedir o terrorismo e o extremismo e combater a propagação de ideias radicais.”

Trump e o presidente Vladmir Putin conversaram em 28 de janeiro, e a Casa Branca disse que ambos “têm esperança de que depois da ligação telefônica de hoje os dois lados possam agir rapidamente para lidar com o terrorismo e outras questões importantes de preocupação mútua.”

O governo russo disse: “Os dois líderes frisaram que a união de forças na luta contra a ameaça principal — o terrorismo internacional — é prioridade máxima. Os presidentes falaram claramente sobre estabelecer uma coordenação real de ações entre a Rússia e os EUA com o objetivo de derrotar o Estado Islâmico e outros grupos terroristas na Síria.”

O conflito então parece ser entre os dois presidentes, cujo foco é o terrorismo, e a elite esquerdista nos EUA e Europa, assim como as entidades de mídia como o New York Times, CNN e outros, que ao que tudo indica querem aprofundar o distanciamento entre EUA e Rússia.

Alguns acham que a tensão são restos da Guerra Fria.

Autoridades russas muitas vezes expressam consternação com tal sentimento, que Sergei Lavrov reiterou na Conferência de Munique, opinando que a aliança da OTAN dirigida pelos EUA “permaneceu uma instituição da Guerra Fria” com o objetivo de restringir a Rússia, uma continuação da política antissoviética de contenção concebida pelo diplomata americano George Kennan no agora famoso “Longo Telegrama” de 1946, a essência do qual foi posteriormente publicada na revista “Foreign Affairs” (Assuntos Estrangeiros) em 1947, e se tornou uma coluna da política dos EUA sobre assuntos soviéticos nos anos que se seguiram.

Entretanto, foi o próprio Kennan que expressou grave preocupação exatamente 50 anos depois de que uma expansão maior da aliança da OTAN para o leste, estimulada pelo governo [do presidente esquerdista americano Bill] Clinton, seria, como o título de seu artigo no New York Times descreveu, “um erro fatal,” isto é, “o erro mais fatal da política americana na inteira era pós-Guerra Fria.”

Como explicou Kennan: “Tal decisão poderá inflamar as tendências nacionalistas, militaristas e anti-Ocidente nos sentimentos dos russos; poderá ter um efeito adverso no desenvolvimento da democracia russa; poderá restaurar a atmosfera da Guerra Fria nas relações entre Leste-Oeste, e poderá impulsionar a política externa russa em direções que decididamente os EUA não vão gostar.”

Além disso, Kennan perguntou: “Por que, com todas as possibilidades produzidas com o fim da Guerra Fria, as relações Leste-Oeste deveriam se tornar centradas na questão de quem seria aliado de quem e, por consequência, contra quem em algum conflito militar futuro imaginário e totalmente imprevisível e muitíssimo improvável?”

No entanto, a OTAN realmente se expandiu, em 1999, 2004 e 2009, acrescentando mais 12 países à aliança (com o minúsculo Montenegro sendo o mais recente a ser convidado, pendente até que haja ratificação de vários outros países membros da OTAN, inclusive os EUA). Além disso, em apoio dos esforços da maioria dos albaneses muçulmanos na província sulina de Kosovo que querem se separar da Sérvia, a OTAN unilateralmente bombardeou a Iugoslávia, tradicional aliado da Rússia, na primavera de 1999, o que foi visto pelos círculos elevados da Rússia como sinal de coisas que ocorrerão.

Putin disse na Assembleia Federal Russa em 2014: “Apesar de nossa abertura sem precedentes então e nossa disposição de cooperar em tudo, até mesmo nas questões mais sensíveis, apesar do fato de que consideramos… nossos ex-inimigos como amigos íntimos e até aliados, o apoio que os EUA deram para o separatismo na Rússia, inclusive informações, apoio político e financeiro e apoio fornecido por serviços especiais — foi absolutamente óbvio e não deixou nenhuma dúvida de que eles com alegria deixariam acontecer na Rússia o mesmo cenário de desintegração e desmembramento. Com todas as consequências trágicas para o povo da Rússia.”

Então houve a questão da Ucrânia, que é a fonte mais recente da tensão entre Ocidente e Rússia, com ambos os lados apontando para ela como “prova de agressão” por parte do outro, com líderes ocidentais afirmando que a Rússia “anexou ilegalmente a Crimeia” e está apoiando separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, e a Rússia acusando as potências ocidentais de terem planejado um golpe em Kiev e instalando extremistas anti-Rússia no governo, e afirmando que a Crimeia foi ilegitimamente unida à Ucrânia por Nikita Khrushchev durante a era soviética.

E, no contexto da crise ucraniana, a OTAN está mobilizando milhares de tropas adicionais para a fronteira da Rússia, como resposta a uma ameaça percebida de agressão russa, ainda que o diretor do Comitê Militar da OTAN, o general Petr Pavel, tenha confessado na Conferência de Munique que ele crê que “a Rússia não tem uma intenção séria de atacar a OTAN.”

E a Rússia continuou buscando iniciativas que beneficiariam conjuntamente os dois lados na Guerra Fria, inclusive uma proposta política para um “Tratado de Segurança Europeu” lançado pelo então presidente Dmitry Medvedev em novembro de 2009.

Embora a proposta tenha sido recebida com ceticismo e rejeição total no Ocidente, líderes russos não a tiraram de cogitação. Por exemplo, na recente Conferência de Munique, o ministro de relações exteriores da Rússia Lavrov repetiu o pedido de um “espaço comum de relações de boa vizinhança desde Vancouver [no Canadá] até Vladivostok [na Rússia].”

Na raiz dessas opiniões baseadas em valores e civilização está um processo que tem passado quase que despercebido pelo Ocidente que está se secularizando rapidamente, o do retorno rápido da Rússia ao Cristianismo. O presidente russo autorizou mais de 2 bilhões de rublos (100 milhões de dólares) de dinheiro de impostos para reconstruir igrejas que foram destruídas sob o antigo regime soviético. Além do mais, nos 25 anos passados, desde a queda do comunismo, a Igreja Cristã Ortodoxa Russa construiu ou restaurou das ruínas mais de 25 mil igrejas.

“Isso significa que mil igrejas por ano estão sendo abertas, isto é, três igrejas por dia,” de acordo com o metropolita Hilarion Alfeyev, diretor do Departamento de Relações Eclesiásticas Externas.

Não diferente de Donald Trump, Putin regularmente professa sua religiosidade, até mesmo num artigo do New York Times de 2013, escrito no aniversário do ataque terrorista islâmico aos EUA em 11 de setembro de 2001, e pedindo uma abordagem cautelosa ao problema na Síria. No artigo, ele concluiu assim: “Somos todos diferentes, mas quando pedimos as bênçãos do Senhor, não devemos nos esquecer de que Deus nos criou iguais.”

E vários dias depois, num discurso no clube conservador Valdai amplamente divulgado na imprensa, Putin pediu que os russos “fortaleçam uma nova identidade nacional baseada em valores conservadores e tradicionais como a Igreja Ortodoxa, alertando que o Ocidente estava enfrentando uma crise moral,” criticando os países ocidentais por “colocarem no mesmo nível famílias de vários filhos e parcerias homossexuais, crença em Deus e crença e Satanás,” bem como os “excessos de ideias politicamente corretas.”

Até mesmo o Rev. Franklin Graham, filho de Billy Graham, comentou: “O que a Rússia está fazendo poderá salvar as vidas de cristãos no Oriente Médio.”

Com relação à Síria, ele explicou: “Entenda que o governo sírio, para o bem ou para o mal durante a história desse país, tem protegido os cristãos, tem protegido as minorias contra os islamistas.”

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily):Protecting Christians, fighting terror? Russia’s on it

Fonte: www.juliosevero.com

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