Pérolas Diárias – 27 de Julho

“Então Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar de comer?” João 6.5

“Então Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar de comer?” João 6.5

Podemos tomar a alimentação dos cinco mil como uma representação da tarefa dos filhos de Deus em todo o mundo. É como que se o Senhor quisesse manifestar Sua santa vontade por meio desse maravilhoso procedimento: “…dai-lhes vós mesmos de comer.” Há três elementos na alimentação dos cinco mil.

Primeiro, o pão. Por meio da maravilhosa multiplicação dos pães, vemos que Jesus, como Pão da vida, é suficiente para milhares, milhões, para um incontável número de pessoas. Ele mesmo o diz: “…eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”

Em segundo lugar, os famintos, os cinco mil. Com esses relacionamos os cinco continentes. O mundo tem fome da verdadeira mensagem do Evangelho.

O terceiro elemento são os instrumentos, os discípulos que tomaram o pão das mãos de Jesus e o deram aos famintos. Só aquilo que recebemos das mãos de Jesus e repartimos é que satisfaz a fome das pessoas famintas. Somente aquilo que Jesus tem e o que Ele é pode satisfazer a mais profunda fome da alma de uma pessoa.

Fonte: Pérolas Diárias – 27 de Julho | Chamada

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Americano escreve texto viral: “20 razões porque eu odeio o Brasil e os brasileiros”

Americano lista 20 motivos para odiar o Brasil e os brasileiros. Você pode contestar a lista ou ampliá-la. Leia e comente.

Um americano, casado com uma brasileira, morou em São Paulo por 3 anos. Depois dessa árdua experiência, ele voltou para sua terra natal e fez questão de criar uma lista de 20 motivos pelos quais odeia viver no Brasil.

1- Eles não têm consideração por aqueles que não participam de seu círculo social. Se um vizinho toca música alta durante a noite e você lhe pedir educadamente para abaixar o som, ele vai mandar você se fu#$%. Eles simplesmente não têm educação. Se alguém esbarra em você na rua, ele nunca irá lhe pedir desculpas. Esqueça!

2- Eles são agressivos e querem levar vantagem em tudo. No trânsito, por exemplo … se tiverem uma forma de ultrapassar você, assim o farão. E jogam o carro pra cima sem dó nem piedade.
De modo geral, sim.

3- Eles não respeitam o meio ambiente […] jogam lixo na rua, na natureza, nos rios … em qualquer lugar. Os recursos naturais estão sendo desperdiçados. O país é muito sujo.

4- Eles toleram a corrupção no governo e no setor privado […] a população elege os mesmos corruptos de sempre.

5- As mulheres no Brasil são obcecadas com seus corpos e adoram uma competição entre si.

6- Os homens acham ‘legal’ trair as mulheres e o fazem com o maior descaramento. Não há fidelidade.

7- Eles são mal educados e falam mal dos outros publicamente […] não se importam em ferir os sentimentos de outra pessoa.

8- Os trabalhadores são geralmente malandros, preguiçosos e atrasados […] querem ganhar muito e trabalhar pouco. Eles acham que o governo tem que dar tudo (bolsa isso … bolsa-aquilo). Não estudam, não se capacitam e adoram ficar resmungando pelos cantos.

9- Os ricos são arrogantes, insensíveis e acham que estão acima da justiça […] os pobres ganham tão pouco que mal conseguem se alimentar e não têm esperanças de futuro, por isso partem para o crime.

10- Os brasileiros não esperam você terminar de falar […] eles te interrompem e começam a tagarelar […] é uma espécie de competição para ser ouvido.

11- A polícia é ineficaz, ganha pouco, não cumpre as leis para proteger a população, que por sua vez não respeita a polícia. As pessoas vivem cercadas por muros, grades, alarmes, cercas elétricas e constantemente estão em pânico por medo da violência.

12- Eles tornam tudo inconveniente e difícil […] a burocracia que os políticos impõem para os cidadãos é algo de outro mundo. Os impostos do Brasil nunca retornam para o povo […] eles são roubados na ‘cara dura’.

13- Voltando ao assuntos dos impostos, eles pagam taxas absurdas para tudo (produtos de casa, eletrônicos, carros, arroz, feijão,etc…). Os empresários são obrigados a seguir as leis para sustentar um governo corrupto e quase nunca conseguem fazer lucro.

14- O verão é quente como o inferno e dura 9 meses do ano. As casas não possuem isolamento térmico. Você sofre de calor durante 9 meses e passa frio nos outros 3.

15- A comida é sem graça, repetitiva e inconveniente. Quase não existe alimentos congelados ou prontos para serem consumidos. Quando você encontra, o preço é absurdamente elevado.

16- Eles são muito sociáveis e quase nunca ficam sozinhos. Você não consegue descansar nos fins de semana […] é quase que ‘obrigatório’ convidar as pessoas para ir na sua casa.

17- Eles não saem debaixo das ‘asas’ do papai e da mamãe. Moram todos juntos, espremidos. Ficam perto emocional e geograficamente durante toda a vida. As famílias vivem intrometendo na vida do casal (aconteceu comigo) e fazem fofocas diariamente.

18- Serviços básicos como eletricidade, água, esgoto e internet são péssimos e/ou ausentes na maior parte do país […] quando você encontra esses serviços, eles são absurdamente caros e ruins.

19- A qualidade da água é reprovável.

20- Só existe um tipo de cerveja no Brasil e é composta basicamente de água […] é uma porcaria. As cervejas importadas custam os olhos da cara.

Fonte: Americano escreve texto viral: “20 razões porque eu odeio o Brasil e os brasileiros”

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Você está seguro!

Somente aquele que está seguro e abrigado na eterna graça de Deus pode ficar confiante e sem sobressaltos, mesmo diante do pior rugido das tempestades.

É bom que o nosso coração seja fortalecido pela graça…” (Hebreus 13.9).

Atenção, tempestade! Subitamente a calmaria se transforma em um pavoroso turbilhão. Os telhados voam pela região como se fossem painéis de papelão. As árvores se dobram como se fossem palitos de fósforo. Porões e garagens ficam inundados. As coisas que não estão bem fixas acabam voando pelos ares como se fossem tiros. Os moradores costeiros sabem que a situação ficou crítica para seus homens que estão em alto mar. Será que eles estão vestindo seus coletes salva-vidas?

A vida é semelhante a uma viagem no mar. Ninguém está livre da realidade avassaladora. Cada um precisa enfrentar tempestades e ondas. Por isso o colete salva-vidas é de suma importância para quem está no mar. Talvez a sua vida no momento seja semelhante a um navio atravessando um estado de emergência. Você vestiu o colete salva-vidas da graça de Deus e amarrou bem os cordões? Somente aquele que está seguro e abrigado na eterna graça de Deus pode ficar confiante e sem sobressaltos, mesmo diante do pior rugido das tempestades e das mais violentas ondas. Somente aquele que sabe que o colete salva-vidas da graça de Deus é absolutamente seguro e à prova de afogamento pode andar corajosamente sobre o deck do navio em meio ao mar revolto! Por isso, olhe destemidamente, esperançoso e confiante para além das ondas revoltas das circunstâncias, pois você está seguro!

Infelizmente, esquecemos isso com muita rapidez! Não é de admirar que a maioria dos filhos de Deus esteja envolvida em um clima de catástrofes e que a canção da graça de Deus não seja ouvida. Há tanta coisa trazendo inquietação desnecessária ao coração, que ataca e abala a fé. E por não estarem vivendo em santidade, muitos cristãos não precisam se admirar quando sua fé enfrenta perigo de naufrágio. Não causa admiração que, para muitas pessoas, as pressões das circunstâncias, os temores da existência, as ininterruptas adversidades, os ataques vindos das trevas e a depressão paralisante acabem dominando-as. Cada pessoa pode continuar essa relação de acordo com a própria experiência.

Vamos dar um fim nisso! Somos oprimidos pela realidade. No entanto: não é necessário continuar com essas tristes experiências, graças a Deus! Por isso, ouça a voz de amor e exortação do Espírito de Deus em você! Ela aconselha que você vista o “colete salva-vidas” em tempo hábil. De fazer uso oportuno da graça de Deus. Em tempo hábil – você entendeu?

Para estar preparado espiritualmente e pronto para a vitória, você precisa ter a firmeza de coração por meio da graça de Deus.

Lembre-se das virgens insensatas. Elas perderam a oportunidade de abastecer seus vasos em tempo hábil. Lembre-se da exortação de Paulo, em Efésios 6.13: “… para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo”. Também aqui se trata de agir em tempo hábil. Quer sejam as circunstâncias da vida ou os ataques do Diabo: para estar preparado espiritualmente e pronto para a vitória, você precisa ter a firmeza de coração por meio da graça de Deus. Desse modo, depende de você o fazer uso dessa oferta divina. Se você continuar agindo com as próprias forças, em breve não aguentará continuar e acabará proporcionando vergonha para o seu Senhor.

Certamente o Senhor Jesus contempla com muita compaixão enquanto remamos inutilmente e vê nosso esforço ininterrupto em retirar a água do barco. Não se desespere! Não desanime! As situações difíceis não são as que têm a última palavra. Mesmo que seu barco esteja ameaçado de naufragar, saiba que você é sustentado pela graça de Deus. O colete salva-vidas da oficina de Deus resiste a qualquer tempestade. Nunca se esqueça desse fato! Lembre-se disso sempre que a sua alma for atingida por rajadas inesperadas e o seu navio começa a balançar. Se você estiver repleto do pensamento da graça de Deus, isso trará maravilhosas consequências saudáveis para a sua vida. Certamente nossas conversas seriam mais confortadoras e nossas observações mais abençoadoras se nos animássemos mutuamente, dizendo: “Você não naufragará porque a graça de Deus o segura”! — Manfred Paul

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Pá é aprovada como castigo para estudantes mal-comportados em distrito escolar do sul do Texas, EUA

Os estudantes podem agora apanhar de pá quando se comportarem mal num distrito escolar do sul do Texas, EUA.

O conselho administrativo da Escola Independente Three Rivers aprovou a política de castigo físico na terça-feira com uma votação de 6 x 0 com só um membro ausente.

O castigo físico nas escolas é legal no estado do Texas. A Associação de Professores de Sala de Aula do Texas define castigo físico como “imposição deliberada de dor física batendo com uma pá, com a mão ou qualquer outra força física usada como meio de disciplina.”

                                                           Pá da disciplina

Os pais terão de dar consentimento escrito e verbal se seus filhos devem apanhar com pá ou não, noticiou o jornal Corpus Christie Caller-Times.Só um coordenador comportamental ou o diretor pode bater nos estudantes com uma pá, diz a nova política.

Eles decidirão quando matricularem seus filhos no novo ano escolar.

Se o pai ou a mãe aprovou, uma criança mal-comportada apanhará de pá por sua transgressão, o que pode significar ser desobediente aos professores ou não seguir as normas de sala de aula.

“Se o pai ou a mãe não se sente à vontade com isso, fim da discussão,” disse Mary Springs, superintendente do distrito escolar da Escola Independente Three Rivers.

Ela acrescentou que eles ficarão de olho nos incidentes para ver se a nova política faz uma diferença.

“Examinaremos quantos encaminhamentos para especialistas foram feitos em comparação com o ano passado e quantas vezes (o castigo físico) foi administrado. Se reduzir o número de encaminhamentos, então é uma coisa boa,” disse ela.

A ideia da política veio de Andrew Amaro, coordenador comportamento da Escola de Ensino Básico Three Rivers, que espera que a nova política tenha um efeito mais imediato em estudantes mal-comportados.

Antes de o conselho aprovar a política, o distrito escolar da Escola Independente Three Rivers proibia disciplina física.

O Texas é um dos 19 estados dos Estados Unidos que permitem castigo físico nas escolas. Todos os distritos escolares do Texas que permitem o castigo físico requerem que os pais deem consentimento.

Traduzido por Julio Severo do original em inglês do DailyMail: Paddling is approved as a punishment for misbehaving students in South Texas school district

Fonte: www.juliosevero.com

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‘Debate de evangélicos sobre suicídio expõe profundo desconhecimento’

Debate entre evangélicos sobre suicídio expõe “profundo desconhecimento” da Palavra, diz pastor Franklin Ferreira; Confira:

A repercussão das declarações do reverendo Augustus Nicodemus Lopes sobre o suicídio foram amplas nas redes sociais, levando muitos evangélicos expressarem contrariedade com a visão teológica que considera que, embora seja um pecado, tirar a própria vida não é sinônimo de condenação.

Diante disso, o pastor Franklin Ferreira, diretor geral e professor de teologia sistemática e história da igreja no Seminário Martin Bucer, voltou ao assunto em uma publicação no Facebook e afirmou que a convicção de condenação para um suicida externa “falta de empatia e misericórdia com os que sofrem”.

“É uma nova versão da salvação pelas obras- o crente não seria salvo pelo sacrifício vicário de Cristo e a livre graça de Deus, mas por seu ‘arrependimento’”, salientou.

Franklin Ferreira foi além: “Há um profundo desconhecimento entre os evangélicos, não só sobre a onipotência e onisciência de Deus e a malignidade do pecado, mas sobre aquele que é o tema que realmente divide os católicos dos evangélicos – a doutrina da justiça imputada de Cristo àquele que crê”, acrescentou.

O pastor, firme em sua posição, contundente, frisou que “os ditos evangélicos continuam pensando como católicos, inclusive sobre tema tão doloroso e devastador”, o que demonstra um distanciamento dos princípios que ajudaram a formar a Reforma Protestante.

Assista no vídeo abaixo um trecho da palestra em que Augustus Nicodemus e Franklin Ferreira debatem sobre o suicídio e chegam à conclusão que não se trata de “um pecado sem perdão”: “O único pecado sem perdão, que tem na Bíblia, é a blasfêmia contra o Espírito Santo. E provavelmente esse pecado não é cometido por alguém que é crente. Então pode acontecer com todos esses fatores, como pressões externas, problemas psicológicos, problemas existenciais, que um crente em um momento de fraqueza, ceda”, pondera o reverendo presbiteriano.

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Complô para substituir europeus por imigrantes muçulmanos

WASHINGTON, EUA — Milhões de imigrantes [muçulmanos] principalmente da África e Oriente Médio estão enchendo a Europa como um dilúvio nos últimos três anos — o resultado do que os líderes mundiais têm explicado como crise de “refugiados” provocada por guerras.

Contudo, um documento da ONU, preparado no ano 2000 e redescoberto pelo WND, revela que a ONU já estava promovendo a noção de “migração de substituição” na Europa com o apoio de ONGs de fronteiras abertas e políticos progressistas.

O documento — “Migração de Substituição: É uma Solução para Populações em Declínio e Envelhecimento?” — explica em detalhes os índices de natalidade caindo em toda a Europa e identifica uma solução: imigração em massa.

O documento de 17 anos argumentou que a imigração em massa é necessária para substituir as populações que estão envelhecendo nos países desenvolvidos. Sem a migração de populações dos países em desenvolvimento, o documento raciocina, as economias sofrerão por causa da escassez de mão de obra e queda na arrecadação de impostos.

“Portanto, entre as variáveis demográficas, só a migração internacional pode ser vital para lidar com o declínio populacional e envelhecimento populacional a curto e médio prazo,” o relatório conclui.

O relatório especificamente mira nos EUA, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Japão, Coreia do Sul e Rússia como os principais candidatos para migração de substituição. Não é um estudo obscuro, escrito e então ignorado, mas é um documento que deu origem à agenda pró-imigração promovida pela ONU, pela Câmara de Comércio do EUA e pelos ativistas de fronteiras abertas.

Migração dominada por homens [muçulmanos]

Mais de 1,3 milhões de migrantes solicitaram condição de refugiado na Europa em 2015, um número recorde para o continente europeu, de acordo com o Centro de Pesquisa Pew.

Um número estimado de 75 por cento dos que solicitaram asilo na Europa em 2015 eram homens jovens [muçulmanos], muitos sem estudo ou educação significativa. Entre eles estavam gambianos (97 por cento homens), paquistaneses (95 por cento homens), afegãos (80 por cento homens), iraquianos (75 por cento homens) e sírios (71 por cento homens).

Na Suécia, o governo aceitou 163.000 [muçulmanos] que buscaram asilo em 2015. Um ano depois, só 500 desses migrantes haviam encontrado algum trabalho, de acordo com o site noticioso europeu de língua inglesa The Local.

Os migrantes [muçulmanos] custam ao governo sueco milhões de dólares em benefícios financeiros e de moradia do Estado.

Migração [muçulmana] “inevitável”

Junto com a União Europeia, a ONU tem sido um grande defensor da migração [muçulmana] para o continente europeu.

A Declaração de Migrantes e Refugiados da ONU, um documento adotado pela Assembleia Geral em 2016, demonstra o apoio incessante que a ONU dá para migrantes [muçulmanos]. Esse documento inclui cláusulas que “condenam fortemente a xenofobia contra os refugiados e migrantes e apoiam uma campanha mundial para combater a xenofobia.”

Traduzido e editado por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Plot to replace Europeans with refugees exposed

Fonte: www.juliosevero.com

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Agostinho: a Porta Oriental e a “virgindade perpétua” de Maria

Agostinho usou Ezequiel 44.2 como “prova” de que José e Maria não consumaram seu casamento. Essa é uma interpretação correta da profecia Bíblica?

Pergunta: Agostinho usou Ezequiel 44.2 como “prova” de que José e Maria não consumaram seu casamento: “Esta porta permanecerá fechada, não se abrirá; ninguém entrará por ela, porque o Senhor, Deus de Israel, entrou por ela; por isso, permanecerá fechada”. Ele interpretou a “porta fechada”, através da qual passou o “príncipe” em Ezequiel 44.3, como um “tipo” da virgindade perpétua de Maria. Maria seria a cidade fechada, e o príncipe passou miraculosamente pela porta fechada.

A “explicação” de Agostinho continua:

O que significa essa porta fechada na casa do Senhor senão que Maria será sempre inviolada? O que significa que “ninguém entrará por ela”, a não ser que José não a deveria conhecer? E o que é isto: “ninguém entrará por ela, porque o Senhor, Deus de Israel, entrou por ela”, exceto que o Espírito Santo a deveria engravidar e que o Senhor dos Anjos nasceria dela? E o que significa: “por isso, permanecerá fechada”, a não ser que Maria era Virgem antes do nascimento dEle, era Virgem no nascimento dEle e continua Virgem depois do nascimento dEle.

Resposta: A redução que Agostinho fez da Bíblia ao espiritualizá-la gerou todo tipo de males, como explicamos em outras oportunidades.[1] Uma exegese adequada, manejando “bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2.15), não poderia nunca, honestamente, permitir que essa porção da Escritura apoiasse a ideia da virgindade perpétua de Maria. Somente a imaginação limitada do homem, à medida que ele é influenciado por Satanás, poderia ousar colocar mãos não-santas sobre um texto sagrado dessa maneira. Mateus 1.25 declara abertamente que José “não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus”. Sim, eles consumaram seu casamento e Maria e José tiveram filhos (veja Mateus 13.55-56; Marcos 6.3).

O que esses versículos significam? Se lermos o contexto completo de Ezequiel 44, ele não só não apóia a espiritualização da passagem por Agostinho, como também não trata da Teologia da Substituição de Agostinho, nem da ideia falsa de que o Senhor terminou Sua ação com o Israel físico. Quando o Senhor retornar à terra, Ele voltará especificamente para Jerusalém, cumprindo a seguinte promessa ao Israel físico: “Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Mateus 23.39).

Em Ezequiel 44.2, as Escrituras dizem claramente: “Disse-me o Senhor: Esta porta permanecerá fechada, não se abrirá; ninguém entrará por ela, porque o Senhor, Deus de Israel, entrou por ela; por isso, permanecerá fechada”. Em Sua entrada triunfal em Jerusalém (Mateus 21.1-5), o Senhor Jesus veio pelo monte das Oliveiras e entrou na cidade pela Porta Oriental. Isso dificilmente seria um paralelo ou sugeriria um nascimento humano.

A história revela que a Porta Oriental foi fechada pelos muçulmanos no ano de 810, mas foi reaberta no ano de 1102 pelos Cruzados durante o curto período em que eles controlaram aquela terra. Foi o líder otomano Saladino que novamente confinou a cidade entre muros, depois de ter retomado Jerusalém no ano de 1187. O sultão otomano Solimão, o Magnífico, manteve a Porta Oriental fechada quando reconstruiu os muros da cidade. Ela tem permanecido selada desde 1541. Existe a sugestão de que Solimão deve ter tomado essa decisão puramente por motivos de defesa. De qualquer forma, ela permanece desse jeito até os dias de hoje.

Portanto, a porta será fechada e não será mais reaberta. Nós estamos vendo o cumprimento dessa palavra atualmente. Quem ainda não viu uma fotografia da entrada bloqueada da Porta Oriental de Jerusalém, diante da qual os muçulmanos colocaram um cemitério? Os muçulmanos aprenderam que os rabinos judeus falaram do Messias como um grande líder militar enviado por Deus, vindo do Oriente. O Messias entraria pela Porta Oriental e libertaria a cidade da ocupação estrangeira. Os muçulmanos selaram a porta e colocaram um cemitério muçulmano em frente a ela, crendo que um homem santo como o Messias não se contaminaria por caminhar em um cemitério, não imaginando que eles estavam exatamente cumprindo a profecia ao fazerem tal coisa!

Embora o cemitério tenha sido colocado ali para fazer o solo ficar impuro, impedindo que o Senhor pise sobre ele, Ezequiel 44.3 nos diz: “Quanto ao príncipe, ele se assentará ali por ser príncipe, para comer o pão diante do Senhor; pelo vestíbulo da porta entrará e por aí mesmo sairá”.

Atos 1.9-12 declara: “Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir. Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a jornada de um sábado”.

Zacarias 14.3-4 profetiza sobre o retorno do Senhor à terra: “Então, sairá o Senhor e pelejará contra essas nações, como pelejou no dia da batalha. Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente (…)”. Ezequiel 43.2,4 nos diz:“E eis que, do caminho do oriente, vinha a glória do Deus de Israel; a sua voz era como o ruído de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória. (…) A glória do Senhor entrou no templo pela porta que olha para o oriente”. O Espírito Santo, que deixou o templo em Ezequiel 8-11, retornará como a glória do “Filho do Homem”, cuja voz é: “como o som de muitas águas” (Apocalipse 1.13-15). O monte das Oliveiras está voltado para a Porta Oriental, que será aberta pelo Senhor em Sua vinda, independentemente do que o homem possa planejar ou espiritualizar relativamente ao significado completo das Escrituras. (T.A. McMahon – The Berean Call)

Nota:

1. Veja (em inglês) https://goo.gl/sX8E7f e https://goo.gl/coEYSc

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Está tão difícil esperar!

Você também sofre com a impaciência? Você também não consegue esperar até que o tempo amadureça e chegue a hora determinada por Deus?

… sendo fortalecidos com todo o poder, de acordo com a força da sua glória, para que tenham toda a perseverança e paciência com alegria, dando graças ao Pai…” (Colossenses 1.11-12a).

Ele queria muito saber o que estava escondido dentro das caixas de presente. Curioso como era o nosso pequeno Stefan, com seus 3 anos de idade, ele mexeu tanto com suas mãozinhas nas caixas até que conseguiu rasgar todas elas. O seu “bigode” de chocolate denunciou a sua transgressão.

Ah, essa impaciência! Também acontece com você? Temos uma imensa dificuldade em esperar. Tamborilamos nervosamente com as pontas dos dedos na mesa. Ficamos irritados quando as coisas não correm conforme havíamos imaginado. Reagimos exaltados a cada toque de campainha. Poderia ser o celular. Afoitos, forçamos o trinco da porta a ponto de arrancar a maçaneta dela. A passagem, porém, permanece fechada para nós.

É simplesmente assim: pessoas impacientes são companhias desagradáveis. Muitas vezes elas são injustas no trato com os outros e, com seu mau humor, conseguem gerar climas ruins. Não é de admirar que sua alma é propensa a entrar em depressão. Por isso, as pessoas impacientes muitas vezes são solitárias.

Você também sofre com a impaciência? Você também não consegue esperar até que o tempo amadureça e chegue a hora determinada por Deus? A impaciência e a obstinação caminham lado a lado. Impaciência leva à imprudência e à desobediência. Poderíamos evitar muitas preocupações, pois infelizmente muitas das dificuldades são geradas “em casa”. Isso deveria mudar.

Por isso, permita que essa palavra da Bíblia possa regar a seca em sua alma como se fosse gotas de orvalho. Esse desejo de bênção divina está agora diante de você como se fosse um puríssimo diamante. Olhe para ela – a Bíblia – constantemente, pois nela o Senhor Jesus abre um tesouro para você. Assim, elimine decididamente a impaciência e a indignação do seu coração! Se eles estiverem previamente vazios, Deus consegue encher estojos com as joias dele.

Nunca se esqueça: mesmo que as portas dos seus relacionamentos estejam trancadas com ferrolhos e as circunstâncias zombem ironicamente para o conscientizarem de sua incapacidade: para Deus não há nenhuma “passagem proibida”! Ele não necessita do auxílio de um chaveiro. Quando ele se aproxima, as dobradiças se soltam e as portas voam. O seu Deus nunca chega atrasado. Por isso, perseverar e ter paciência fazem todo o sentido para os filhos de Deus. A alegria vitoriosa consiste em saber que os relógios de Deus funcionam baseados na agenda de eventos dele. Por isso, não permita que o inimigo o induza a tomar decisões precipitadas. O seu Pai Celestial deseja presenteá-lo com perseverança e paciência. Assim, não continue sentado resignadamente em um canto, em autocomiseração. Não fique olhando para os outros, que aparentemente não têm ondulações ou buracos em suas estradas. Teus pensamentos deveriam estar repletos de gratidão, pois o desejo de bênção mencionado acima é igual a um gracioso buquê de flores vindo do céu. Ele serve para conscientizar você de que o seu Senhor mantém as suas questões nas melhores e mais seguras mãos.

E, por mais escuro que possa parecer ao seu redor, fale com firmeza na fé e com muita esperança: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei temor?” (Salmo 27.1). E por mais que o espesso nevoeiro obstrua a sua visão e você não consiga enxergar uma passagem – o radar de Deus o conduzirá com segurança através da mais densa névoa. Você até pode se dar ao luxo de se jogar descontraidamente nos braços amorosos dele, pois quem conduz o navio da sua vida é o piloto celestial, que conhece cada ponto raso do mar. Se ele disse que você não precisa se preocupar, você não acha que então ele poderia dispensar a sua ajuda em se preocupar?

Se ele disse que você não precisa se preocupar, você não acha que então ele poderia dispensar a sua ajuda em se preocupar?

O que cabe a você fazer é simplesmente agradecer que o seu Pai Celestial não consegue decepcionar aqueles que se agarram às suas promessas. Faça o teste! Você vai se admirar como isso faz bem para a sua alma inquieta. E, então, as suas orações terão muito mais alegria pela fé. As suas atitudes refletirão mais da paz de Deus. Isso poderá afastar muitas brigas, fazer com que a inveja se dissipe no ar.

Deus não está interessado em nosso empenho e correria. Ele tem prazer em nos surpreender com novas bênçãos. Ele se alegra quando pode finalmente ser o que ele é: nosso fiel Pai e Provedor Celestial, que faz de tudo para o bem de nossa alma. Se não fosse assim, essa promessa constaria em sua Palavra? Lembre-se, no entanto, que cada promessa na Palavra de Deus está vinculada a uma condição.

“Vocês andarão em todo o caminho que eu ordenar, para que tudo vá bem a vocês” (Jeremias 7.23).

Manfred Paul

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Boato diz que Sérgio Moro se debruçou na Bíblia após condenar Lula

Boato diz que Sérgio Moro se debruçou na Bíblia após condenar Lula

 

Manchete foi criada por site de notícias falsas

 

Na manhã desta quinta-feira (13), uma notícia falsa começou a circular, aproveitando-se da discussão em torno da condenação do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

A notícia falsa, com uma imagem do juiz Sérgio Moro prostrado, afirmava que foi flagrado unido em uma Bíblia após condenar Lula. A informação foi divulgada pelo blog Sociedade Oculta, já notório por criar factoides.

Para dar a entender que a notícia era verdadeira, o blog afirmou que a captura do momento foi testemunhada unicamente por uma equipe de reportagem da BBC Brasil e que, no restante de tempo, Moro estava sozinho na sala de audiência.

A notoriedade foi imediata. De acordo com informações divulgadas pela revista Veja, foram mais de 400 mil compartilhamentos em mídias sociais e aplicativos como Facebook e WhatsApp.

Boato do Sergio Moro na Bíblia
Boato do Sergio Moro na Bíblia

e-farsas, um dos principais portais que investigam possíveis notícias falsas, afirma que a imagem utilizada pelo blog foi fotografada por Lula Marques durante uma audiência na Câmara dos Deputados, que ocorreu em março deste ano.

Fonte: Boato diz que Sérgio Moro se debruçou na Bíblia após condenar Lula

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Como Deus é Grande!

O Deus grandioso, onipresente, onisciente e todo-poderoso trabalha de forma individual no coração de todos os que O aceitam, que creem e confiam Nele.

 

A Bíblia menciona diversas vezes que Deus apareceu em meio a nuvens. Não eram nuvens de chuva, nuvens normais como as que vemos no céu; eram nuvens relacionadas à glória divina. Acompanhe este artigo e seja encorajado em sua caminhada cristã.

Era noite. Chegamos ao destino de nossa viagem, uma igreja no Nordeste onde eu iria fazer uma palestra sobre a Volta de Cristo, os sinais dos tempos e nosso comportamento como cristãos. O pastor me apresentou e fez uma pequena introdução falando: “Hoje à noite Jesus pode voltar porque tem nuvens no céu!” Por pouco não caí na gargalhada, mas fiquei sério, já que em mais de 40 anos de trabalho missionário no Brasil me acostumei com muita coisa. Mas a menção às nuvens foi meio chocante, e esse não foi um caso isolado, mostrando todo o despreparo dos líderes cristãos quando o assunto é profecia bíblica.

No Brasil, diferente da Europa onde me criei, muitos meses são de céu azul e a falta de chuva transforma grandes territórios em quase desertos. Por isso o pastor associou chuva com bênção e falou nas nuvens, tão esperadas pelo povo sofrido. Ele estava se reportando à passagem clássica sobre o Arrebatamento dos crentes: Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre” (1Ts 4.17). Aí questionamos, com razão: será que o Arrebatamento se dará como a decolagem de um avião, que sobe lentamente até desaparecer entre as nuvens? Vale muito a pena parar e pensar um pouco mais sobre “nuvens” no contexto bíblico, permitindo-nos ver aspectos fascinantes da grandeza do nosso Deus.

A coluna de nuvens e de fogo no deserto

Êxodo 13.21 diz acerca do povo de Israel que Deus conduzira para fora do Egito: “Durante o dia o Senhor ia adiante deles, numa coluna de nuvem, para guiá-los no caminho, e de noite, numa coluna de fogo, para iluminá-los, e assim podiam caminhar de dia e de noite”. Essa coluna de nuvem e de fogo sinalizava a presença do próprio Deus, como podemos ler em Êxodo 14.24: No fim da madrugada, do alto da coluna de fogo e de nuvem, o Senhor viu o exército dos egípcios e o pôs em confusão. A Bíblia Viva traduz esse texto da forma que o encontrei em diversas traduções alemãs: “De madrugada, o Senhor olhou da nuvem para as tropas egípcias…”. Não é interessante? Deus olhou para fora da nuvem. Ele estava na nuvem, de onde olhou para os inimigos de Israel.

Dali, da nuvem, Deus protegeu os israelitas e castigou os egípcios: A coluna de nuvem também saiu da frente deles e se pôs atrás, entre os egípcios e os israelitas. A nuvem trouxe trevas para um e luz para o outro, de modo que os egípcios não puderam aproximar-se dos israelitas durante toda a noite” (Êx 14.19b-20). O próprio Deus olhava da nuvem para os egípcios, interferindo sobrenaturalmente para barrar o ataque iminente do inimigo, deixando claro que Ele lutava por Israel (v. 25). Para os leitores mais críticos, o texto bíblico sublinha: Naquele dia o Senhor salvou Israel das mãos dos egípcios, e os israelitas viram os egípcios mortos na praia” (v. 30). Todos podiam ver e se admirar com o que Deus fizera, percebendo a forma maravilhosa com que Ele libertou Israel dos egípcios.

Essa nuvem divina significava que Deus estava manifestando visivelmente a Sua presença em um lugar específico. Assim que Moisés entrava, a coluna de nuvem descia e ficava à entrada da tenda, enquanto o Senhor falava com Moisés” (Êx 33.9). Deus estava legitimando Seu servo Moisés com Sua presença impressionante, visível a todos no arraial, com a descida da coluna de nuvem. Ela simbolizava o encontro entre Deus e Moisés quando falava com ele no santuário, como um amigo, face a face (Êx 33.11; Dt 34.10). Em inglês é comum encontrarmos o termo nuvem teofânica quando a Bíblia relata a manifestação divina em uma nuvem especial, sobrenatural e celestial.

A presença filtrada de Deus

No início da jornada pelo deserto, Moisés queria ver a glória de Deus. Então disse Moisés: “Peço-te que me mostres a tua glória”. E [Deus] acrescentou: ‘Você não poderá ver a minha face, porque ninguém poderá ver-me e continuar vivo’. Quando a minha glória passar, eu o colocarei numa fenda da rocha e o cobrirei com a minha mão até que eu tenha acabado de passar. Então tirarei a minha mão e você verá as minhas costas; mas a minha face ninguém poderá ver” (Êx 33.18,20,22-23).

Essa presença velada e escondida de Deus, uma presença como que filtrada, pode ser melhor entendida com a análise de outros versículos sobre o assunto: Então o Senhor falou a vocês do meio do fogo. Vocês ouviram as palavras, mas não viram forma alguma; apenas se ouvia a voz” (Dt 4.12). Deus parece se esconder dos homens.

Jesus explicou essa realidade: “ Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido” (Jo 1.18). E mais: Ninguém viu o Pai, a não ser aquele que vem de Deus; somente ele viu o Pai” (Jo 6.46). O apóstolo João diz a mesma coisa: “Ninguém jamais viu a Deus…” (1Jo 4.12). Paulo fala da necessidade de uma transformação completa para chegar perto de Deus: Irmãos, eu declaro a vocês que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus nem o que é perecível pode herdar o imperecível” (1Co 15.50).

Quem é Deus?

Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). A Bíblia nos mostra que o Deus vivo não é material, que a substância divina é espírito e que, além disso, Ele é supratemporal. E foi esse Deus que criou o universo material e o “tempo” físico. Nossa própria percepção de tempo e espaço, portanto, também é algo criado, assim como foram criadas a matéria e a energia. O próprio Deus é muito maior que o cosmo que Ele criou. E Deus é eterno!

O que a Bíblia chama de “eterno” é uma situação intemporal. E em circunstâncias intemporais, ou seja, em um constante e permanente presente, não existe um antes nem um depois. Com isso, torna-se supérflua a pergunta: “Quem criou a Deus?”, ou “de onde veio a informação que Deus usou na Criação?”. Pois o Deus-Espírito, que é atemporal e está acima do espaço, que é onisciente e infinitamente inteligente, esse já existe desde sempre. Isso também significa que tudo, tudo mesmo, sem exceção, é do conhecimento Dele. Não existe o mais ínfimo detalhe que Ele não conheça. Por exemplo, Ele sabe tudo sobre cada uma das moléculas de nosso corpo, do Sol, da nebulosa de Andrômeda… Ele conhece e sabe da situação de cada molécula do universo todo. Exatamente esse é o significado de “onisciente” ou “infinitamente inteligente”. E é com um Deus assim que lidamos, como explicou o cientista e evangelista alemão Werner Gitt. Deus, no final, é Aquele em quem está incorporado todo o universo material. Essas coisas, porém, não podem ser analisadas cientificamente, uma vez que não são materiais. Elas só podem ser compreendidas pela fé.

O salmista exclama maravilhado: Ele determina o número de estrelas e chama cada uma pelo nome. Grande é o nosso Soberano e tremendo é o seu poder; é impossível medir o seu entendimento” (Sl 147.4-5)Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Aquele que põe em marcha cada estrela do seu exército celestial, e a todas chama pelo nome. Tão grande é o seu poder e tão imensa a sua força, que nenhuma delas deixa de comparecer!” (Is 40.26).

Por que razão esse ser inimaginavelmente grandioso e poderoso, majestosamente elevado acima das infindáveis profundezas do universo, se interessaria justamente por nós, por você e por mim? O Salmo 8 se ocupa com essa questão: Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes?” (v. 3-4).

A Bíblia nos mostra claramente que Deus não nos achou mais ou menos por acaso no universo, mas que o cosmo todo, com todos os seus 10 na 80ª potência de átomos foi criado para nós, homens. Além disso, fomos criados na imagem de Deus. Isso significa que temos muitas características que o próprio Deus tem, por exemplo a linguagem, a criatividade e o pensamento matemático. Criamos coisas completamente inéditas. Isso nenhum animal faz! Só que o homem caiu profundamente ao pecar pela primeira vez e decaiu de seu estado inicial perfeito. A Bíblia relata essa queda e suas consequências. Mesmo assim, homens e mulheres continuam sendo produtivos e criadores de muitas coisas novas, úteis e maravilhosas. Pena que se afastaram de Deus, de livre e espontânea vontade. Por isso, Deus amaldiçoou o cosmo inteiro, que Ele havia classificado de “muito bom”. Por causa dessa maldição é que vemos tanto mal no mundo. E por isso é que os homens se tornaram semelhantes a animais e hoje suas características divinas são apenas um resto do que já possuíram e resquícios do que já foram capazes. Nesse dilema todo, porém, o que traz esperança e alento é saber que um dia essa maldição será suspensa e tudo voltará a ser como foi planejado desde o início.

 

Já há 3.000 anos, quando outros povos adoravam o Sol e a Lua, animais, árvores e pedras como seus deuses, Israel já sabia mais: sabia que tudo o que vemos é criação de Deus, mas não é o próprio Deus!

 

 

Esse Deus grandioso, onipresente, onisciente e todo-poderoso trabalha agora de forma individual no coração de todos os que O aceitam, que creem e confiam Nele. “Pois Deus, que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo” (2Co 4.6). Assim, hoje a presença de Deus é tangível pela fé, e essa divina presença transforma nossa vida.

O rei Salomão, extremamente inteligente, se perguntava diante da grandeza e majestade de Deus: Mas será possível que Deus habite na terra? Os céus, mesmo os mais altos céus, não podem conter-te. Muito menos este templo que construí!” (1Rs 8.27). E mais tarde ele disse: O templo que vou construir será grande, pois o nosso Deus é maior do que todos os outros deuses. Mas quem é capaz de construir um templo para ele, visto que os céus não podem contê-lo, nem mesmo os mais altos céus? Quem sou eu, então, para lhe construir um templo, a não ser como um lugar para queimar sacrifícios perante ele?” (2Cr 2.5-6).

Salomão acertou o ponto. Já há 3.000 anos, quando outros povos adoravam o Sol e a Lua, animais, árvores e pedras como seus deuses, Israel já sabia mais: sabia que tudo o que vemos é criação de Deus, mas não é o próprio Deus!

Uma pequena acrobacia numérica

Deus é ainda muito maior do que o universo, que segundo avaliações atuais, tem um raio de mais de 70 bilhões de anos-luz. Nosso Sol tem uma circunferência de 4.366.813 quilômetros, que equivale a 109 vezes a circunferência da terra (12.756 km), e nossa Lua alcança meros 3.476 km. A distância da terra à Lua é de 384.400 km e até o Sol são 146.000.000 de quilômetros. A luz precisa de 8 minutos e 19 segundos para chegar do Sol até nós (à velocidade da luz, que é de 299.792,458 km por segundo). Se um raio de luz circundasse o Sol, levaria 14,6 segundos.

Essa pequena acrobacia numérica serve para dar suporte à nossa imaginação quando nos movemos em direção à estrela hipergigante VY Canis Majoris. Para circundá-la, um raio luminoso precisaria de oito horas e meia. Para entender melhor, façamos uma simulação: entremos num avião e circundemos o Sol a uma velocidade de 900 quilômetros por hora. Essa viagem levaria quase meio ano e ao redor de VY Canis Majoris precisaríamos de 1.165 anos. Como já dissemos, para circundar o Sol um raio de luz precisa de 14,6 segundos e para Canis Majoris, 8,5 horas. Se representarmos a Terra com uma moeda de 1 Real, VY Canis Majoris seria uma bola gigantesca de 10 quilômetros de diâmetro. Se simularmos o tamanho de Canis Majoris no tamanho de uma bola de basquete, o Sol seria ainda menor que um grão de poeira.

Portanto, existem sóis que são milhões de vezes maiores e brilham milhões de vezes mais intensamente que o Sol. Os astrônomos conhecem, hoje, algumas dessas estrelas. Se chamam Eta Carinae, Betelgeuze, HR 5171A, Antares A, V 354 Cephei, Cassiopeia, R 136a1 e Mira. Se já ficamos cegos olhando para o Sol por muito tempo, como seria olhar para VY Cannis Majoris, milhões de vezes mais forte que o Sol? E tudo isso é apenas parte da criação de Deus! Por isso está escrito que Deus é o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém” (1Tm 6.16).

Quem vê Jesus vê a Deus

Em relação a Jesus Cristo está escrito que Deus …nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo. O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas” (Hb 1.2-3).

Jesus Cristo é a irradiação da glória de Deus e a expressão exata da Sua substância e do Seu ser. Foi por isso que Jesus perguntou a Seus discípulos cheios de dúvidas: Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?” (Jo 14.9). Em outra passagem lemos: Então Jesus disse em alta voz: ‘Quem crê em mim, não crê apenas em mim, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou’” (Jo 12.44-45). Tudo o que Jesus falou, a maneira como agiu e, finalmente, tudo o que Ele fez por nós reflete com exatidão e espelha perfeitamente o coração de Deus, o Ser de Deus e os propósitos divinos para conosco! Isso não é maravilhoso?

Ao invés de ficarmos matutando sobre um Deus como ser espiritual e no lugar de ficarmos arrepiados ao tentar imaginar a grandiosidade de um Deus tão inacessível à nossa compreensão, podemos olhar para Jesus. Aí saberemos exatamente o que é amor, compaixão e bondade e compreenderemos o que significa disposição para o sacrifício em lugar de outros. O Senhor Jesus fala em nome do Seu Pai: Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu teria dito a vocês. Vou preparar lugar para vocês. E, quando eu for e preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver” (Jo 14.1-3).

Um exemplo para esclarecer as coisas

Jesus Cristo em forma humana é como que o “transformador” divino. O que significa isso? Cito um exemplo: a gigantesca hidrelétrica brasileira de Itaipu, perto das Cataratas do Iguaçu, gera eletricidade. As 20 turbinas (no máximo 18 funcionam) produzem 700 megawatts de energia elétrica. No início a voltagem é de 6.600 volts, que então é transformada em 345.000 volts e transportada até importantes instalações industriais, onde chega com 138.000 volts. Parte da energia chega mais fraca a vilas e cidades, com apenas 13.800 volts, suficiente para abastecer entre 5.000 e 10.000 domicílios, agora transformada em 110 ou, conforme a região, 220 volts. O que aconteceria se 13.800 volts fossem jogados diretamente nas redes residenciais? Quase todos os aparelhos elétricos iriam queimar. Algo semelhante aconteceria se víssemos a Deus. Nossos sentidos não suportariam Sua glória e teríamos de morrer imediatamente. Por isso precisamos de Jesus para servir de transformador e “filtrar” a presença divina. O que Moisés viu ou conseguiu ver foi um pouco da glória divina – que não era nada mais do que Jesus Cristo antes de Sua encarnação (veja Fp 2.6-9).

Essa presença de Deus parcialmente visível também se manifestou mais tarde, no Templo, através da nuvem e no meio da nuvem: Quando os sacerdotes se retiraram do Lugar Santo, uma nuvem encheu o templo do Senhor, de forma que os sacerdotes não podiam desempenhar o seu serviço, pois a glória do Senhor encheu o seu templo” (1Rs 8.10-11). Obviamente era impossível descrever acertadamente essa maravilhosa presença divina; com ela, era preciso entrar em contato de forma direta e pessoal.

Cena semelhante aconteceu quando Jesus dirigiu a palavra ao funcionário público Levi, sentado na coletoria, e o chamou para que O seguisse (Mc 2.14). Levi percebeu imediatamente que uma pessoa muito especial estava falando com ele, pois em Jesus “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

 

Ao invés de ficarmos matutando sobre um Deus como ser espiritual e no lugar de ficarmos arrepiados ao tentar imaginar a grandiosidade de um Deus tão inacessível à nossa compreensão, podemos olhar para Jesus. Aí saberemos exatamente o que é amor, compaixão e bondade e compreenderemos o que significa disposição para o sacrifício em lugar de outros.

 

Jesus veio em forma de servo e em figura de homem (Fp 2.6). Mas houve uma situação especial no monte da Transfiguração, mais uma das pequenas e raras aberturas da dimensão celestial: Ali ele foi transfigurado diante deles. Sua face brilhou como o sol, e suas roupas se tornaram brancas como a luz. Naquele mesmo momento, apareceram diante deles Moisés e Elias, conversando com Jesus… Enquanto ele ainda estava falando, uma nuvem resplandecente os envolveu, e dela saiu uma voz, que dizia: ‘Este é o meu Filho amado de quem me agrado. Ouçam-no!’” (Mt 17.2-3,5). Quatro coisas extraordinárias chamam nossa atenção aqui: Jesus resplandeceu na glória divina com um fulgor tão forte como o Sol. Essa é uma fonte de luz e de energia que não conhecemos, não dessa forma. Aí apareceram Moisés e Elias falando com Jesus. Mais uma vez a velha e conhecida nuvem filtrou a presença divina, envolvendo todo o cume do monte, e a voz de Deus se fez ouvir. Que momento sublime! Não foi por acaso que, de repente, Jesus começou a brilhar tão intensamente como o Sol. No Apocalipse lemos acerca da maravilhosa Jerusalém celestial: A cidade não precisa de sol nem de lua para brilharem sobre ela, pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua candeia” (Ap 21.23).

A revelação de Deus no Sinai

As últimas palavras de Moisés foram: “Como você é feliz, Israel! Quem é como você, povo salvo pelo Senhor?” (Dt 33.29). Será que ele estava certo falando assim? A experiência de Israel no monte Sinai representou uma significativa etapa em sua formação e um marco em sua história. Lá aconteceu algo único, um evento singular que diferenciou Israel de todas as outras nações. O próprio Deus disse que essa era uma prova da Sua existência: “Perguntem, agora, aos tempos antigos, antes de vocês existirem, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra; perguntem de um lado ao outro do céu: Já aconteceu algo tão grandioso ou já se ouviu algo parecido? Que povo ouviu a voz de Deus falando do meio do fogo, como vocês ouviram, e continua vivo? Ou que deus decidiu tirar uma nação do meio de outra para lhe pertencer, com provas, sinais, maravilhas e lutas, com mão poderosa e braço forte, e com feitos temíveis e grandiosos, conforme tudo o que o Senhor fez por vocês no Egito, como vocês viram com os seus próprios olhos?… Reconheçam isso hoje, e ponham no coração que o Senhor é Deus em cima nos céus e embaixo na terra. Não há nenhum outro” (Dt 4.32-34,39).

Com o majestoso evento no monte Sinai Deus estava sublinhando visivelmente a Sua vinda e a Sua presença, conferindo peso e significado ao Seu falar especial com Moisés. Foi um começo marcante, carregado de simbolismo, para deixar bem claro a todo o povo de Israel a seriedade de Sua eleição “dentre todos os povos”: Ao amanhecer do terceiro dia houve trovões e raios, uma densa nuvem cobriu o monte, e uma trombeta ressoou fortemente. Todos no acampamento tremeram de medo. Moisés levou o povo para fora do acampamento, para encontrar-se com Deus, e eles ficaram ao pé do monte. O monte Sinai estava coberto de fumaça, pois o Senhor tinha descido sobre ele em chamas de fogo. Dele subia fumaça como que de uma fornalha; todo o monte tremia violentamente, e o som da trombeta era cada vez mais forte. Então Moisés falou, e a voz de Deus lhe respondeu” (Êx 19.16-19).

Esses acontecimentos extraordinários impressionavam e assustavam os povos que viviam em Canaã e arredores (veja Nm 14.11-16). Isso fica comprovado no diálogo de Raabe quando protegia os espias israelitas: e lhes disse: ‘Sei que o Senhor deu a vocês esta terra. Vocês nos causaram um medo terrível, e todos os habitantes desta terra estão apavorados por causa de vocês. Pois temos ouvido como o Senhor secou as águas do mar Vermelho perante vocês quando saíram do Egito, e o que vocês fizeram a leste do Jordão com Seom e Ogue, os dois reis amorreus que vocês aniquilaram. Quando soubemos disso, o povo desanimou-se completamente, e por causa de vocês todos perderam a coragem, pois o Senhor, o seu Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra’” (Js 2.9-11). O medo do poderoso rei moabita Balaque e de seus anciãos midianitas, quando mandaram chamar Balaão para enfraquecer Israel por meio de uma maldição (Nm 22-24) testemunha seu grande pavor diante desse Deus poderoso.

Um Deus que conduz Seu povo

A coluna de nuvens indicava as datas e demarcava os locais da singular peregrinação do povo de Israel pelo deserto, mostrando quando o povo devia parar e quando devia desmontar acampamento e seguir a jornada. Um povo estava sendo preparado. Durante o dia o Senhor ia adiante deles, numa coluna de nuvem, para guiá-los no caminho, e de noite, numa coluna de fogo, para iluminá-los, e assim podiam caminhar de dia e de noite” (Êx 13.21; veja Nm 9.15-23). Deus conduzia e protegia Israel como um pastor faz com seu rebanho. Com o movimento da nuvem Ele treinava Seu povo nas áreas de obediência, persistência, confiança e disposição. Essa descrição da nuvem indo com eles é um pequeno aperitivo da maravilhosa presença de Deus que um dia estará sobre Seu Santo Monte Sião, quando a terra voltará a estar acoplada à dimensão divina: o Senhor criará sobre todo o monte Sião e sobre aqueles que se reunirem ali uma nuvem de dia e um clarão de fogo de noite. A glória tudo cobrirá” (Is 4.5). Por essa razão, em Pentecostes apareceram chamas de fogo acima dos discípulos, para expressar visivelmente a presença de Deus no coração de cada salvo e Sua morada em todos os crentes (At 2.3).

A glória de Deus em Ezequiel

A glória de Deus em uma nuvem pode ser vista mais uma vez em Ezequiel: Olhei e vi uma tempestade que vinha do norte: uma nuvem imensa, com relâmpagos e faíscas, cercada por uma luz brilhante. O centro do fogo parecia metal reluzente” (Ez 1.4).

No livro de Ezequiel encontramos revelações proféticas grandiosas. Ele viu antecipadamente a invasão de exércitos inimigos em uma nação de Israel restaurada e o arrasador juízo divino sobre Gogue de Magogue, que virá do extremo Norte. Ezequiel também apresenta dados exatos e detalhados do futuro Templo, o quarto Templo judeu no Reino Milenar de Paz com sede em Sião. E mais: o relato de Ezequiel nos capítulos 47 a 48 fecha perfeitamente com a revelação do Apocalipse (capítulo 21). E ainda existem pessoas que questionam onde o Novo Testamento fala que Israel tem um futuro planejado por Deus!

Ezequiel viu a vinda (velada) de Deus na nuvem de glória (Ez 1). A revelação divina, Seu falar especial com Israel e a manifestação de Sua vontade para essa nação perpassam a Bíblia toda, como um fio conduzindo a história desse povo. Na revelação divina à queda em pecado, a perdição do homem e a necessidade de salvação ocupam um grande espaço. Porque Deus nos ama e nos busca, Ele manifestou Sua presença, para nós hoje ainda invisível e inacessível, repetidamente e de forma velada, porém perceptível, e isso se deu quase exclusivamente através do povo de Israel. Mas nós, gentios e não judeus, também podemos saber que nosso Senhor Jesus nos abriu o Céu e, com Sua morte em sacrifício por nós, Ele garante que voltará e nos buscará para estarmos com Ele.

As nuvens especiais de Deus

E as nuvens divinas no Novo Testamento? A ascensão de Jesus também poderia ser chamada de arrebatamento de Jesus. No começo do livro de Atos encontramos os detalhes desse evento: “Tendo dito isso, foi elevado às alturas enquanto eles olhavam, e uma nuvem o encobriu da vista deles” (At 1.9). A tradução dessa passagem em outros idiomas diz que uma nuvem veio e O levou, encobrindo-O ao seu olhar. Portanto, o Senhor não foi subindo cada vez mais até sumir na camada de nuvens. O arrebatamento de Jesus não tem nada a ver com distância; Ele não viajou até as bordas do nosso universo para então alcançar o Céu onde Deus está. Não! Uma nuvem veio e O levou, como um portal que se abriu para recebê-Lo em outra dimensão. As nuvens divinas sempre aparecem quando o Céu se abre. Aí, nas nuvens, as dimensões divinas normalmente inacessíveis se abrem e se tornam acessíveis. O Arrebatamento da Igreja também envolve essas misteriosas nuvens divinas: Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre” (1Ts 4.17).

Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma com que sou plenamente conhecido” (1Co 13.12).

Essas nuvens não têm nada, absolutamente nada em comum com nuvens de chuva e vapor condensado. Elas representam janelas no Céu, aberturas da dimensão divina. Enquanto o Arrebatamento acontecerá em um momento, num piscar de olhos, lemos em Apocalipse 11 do arrebatamento diferente, lento, de duas pessoas muito curiosas: as Duas Testemunhas, que serão arrebatadas ao Céu depois de três anos e meio de ministério em Jerusalém. Esses homens serão assassinados pelo governante mundial e depois de três dias e meio, ressuscitarão espetacularmente por meio da intervenção sobrenatural divina e então serão chamados ao Céu: Então eles ouviram uma forte voz dos céus, que lhes disse: ‘Subam para cá’. E eles subiram para os céus numa nuvem, enquanto os seus inimigos olhavam” (Ap 11.12). A subida das Duas Testemunhas poderá ser observada por todos, nos mínimos detalhes, pois a mídia mundial se encarregará de transmitir ao vivo o seu arrebatamento ao Céu. Esse arrebatamento não será o da Igreja. Serão dois profetas judeus desaparecendo da vista humana. E mais uma vez temos uma nuvem servindo de portal para a entrada na dimensão de Deus.

Esse acontecimento se dará em um período muito marcante, pois será dentro dos sete anos apocalípticos. Mesmo sendo um tempo tão breve, o mundo verá o cumprimento de numerosas e antigas profecias bíblicas. A Bíblia fala muitas e muitas vezes de coisas que irão acontecer nesta que será a septuagésima semana de que falou o profeta Daniel. Esses sete anos somente poderão ter seu início depois que a Igreja de Jesus tiver sido tirada desta terra, após o final da Era da Igreja. Esses sete anos apocalípticos concluirão o plano de salvação de Deus com Israel. Pedro toca no centro desse ponto quando declara: É necessário que ele [Jesus] permaneça no céu até que chegue o tempo em que Deus restaurará todas as coisas, como falou há muito tempo, por meio dos seus santos profetas” (At 3.21). E então todo o Israel será salvo!

Com as nuvens do Céu: o final glorioso

O final glorioso da aparição dessas nuvens de Deus é mencionado por Jesus Cristo diante do sumo sacerdote: “… eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu” (Mt 26.64). Jesus, nesse confronto decisivo com as autoridades espirituais, apontou para o Filho do Homem de quem já falara o profeta Daniel: Em minha visão à noite, vi alguém semelhante a um filho de homem, vindo com as nuvens dos céus. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença” (Dn 7.13).

O sumo sacerdote entendeu imediatamente de quem Jesus estava falando: do Messias divino. Infelizmente ele rejeitou a última oportunidade de reconhecer Jesus como o Salvador enviado por Deus. Ao rasgar suas vestes sumo sacerdotais, a rejeição de Israel estava selada de forma irreversível, e por um longo tempo o véu do endurecimento caiu sobre o povo escolhido. Com certeza a liderança religiosa daquela época conhecia o Salmo 104, que falava do Senhor envolto em luz como numa veste, ele estende os céus como uma tenda, e põe sobre as águas dos céus as vigas dos seus aposentos. Faz das nuvens a sua carruagem e cavalga nas asas do vento” (v. 2-3). Mas o sumo sacerdote não queria, de forma alguma, relacionar tudo isso com a pessoa de Jesus Cristo, bem ali à sua frente. Essas nuvens em que Jesus virá em poder e glória para governar o mundo todo significam que o Céu se abrirá e a terra será reconectada: Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória” (Mt 24.30).

Todos os homens do mundo todo verão Jesus Cristo, o Messias de Israel: Eis que ele vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todos os povos da terra se lamentarão por causa dele. Assim será! Amém” (Ap 1.7).

Ainda vivemos pela fé e não pelo que vemos: Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma com que sou plenamente conhecido” (1Co 13.12). E mais: Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é” (1Jo 3.2). Um dia estaremos frente a frente com nosso amado Senhor Jesus! Por isso, nesta vida tão passageira e tão fugaz, continuemos a seguir em frente mesmo em meio a todas as limitações, problemas e temores que nos assolam, sabendo que no final não haverá maldição nenhuma. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos o servirão. Eles verão a sua face, e o seu nome estará na testa deles” (Ap 22.3-4). O alvo divino e a coroação final então será: Quando, porém, tudo lhe estiver sujeito, então o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, a fim de que Deus seja tudo em todos” (1Co 15.28) — Reinhold Federolf

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